Uma secundigesta, com história prévia de prematuridade, chega à consulta de pré-natal assintomática, trazendo resultado de ultrassonografia de 22 semanas, o qual revela feto vivo, com exame morfológico normal e com colo uterino medindo 20 mm.
A pegadinha é usar tocolítico em paciente sem trabalho de parto. Colo curto assintomático é prevenção, não tocólise.
Progesterona vaginal é opção central para colo curto antes de 24 semanas.
Antecedente de prematuridade espontânea mais colo abaixo de 25 mm pode mudar a decisão para cerclagem, conforme os detalhes do caso.
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Contexto
Colo uterino de 20 mm medido no segundo trimestre caracteriza colo curto e aumenta o risco de parto prematuro espontâneo. Em gestação única assintomática, progesterona vaginal reduz o risco quando o colo está encurtado antes de 24 semanas. O esquema costuma ser mantido até 36 ou 37 semanas, conforme o protocolo.
O gabarito D considera progesterona natural a conduta adequada. Diretrizes atuais individualizam a escolha quando existe prematuridade espontânea anterior: se o parto prévio ocorreu espontaneamente, especialmente antes de 34 semanas, e o colo transvaginal mede menos de 25 mm antes de 24 semanas, cerclagem pode estar indicada. Como o enunciado não informa idade gestacional nem mecanismo da prematuridade anterior e não descreve dilatação, a progesterona é a alternativa aplicável sem presumir critérios adicionais.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cerclagem não deve ser indicada apenas pela palavra prematuridade. É preciso confirmar antecedente espontâneo relevante, medida transvaginal, idade gestacional e ausência de contraindicações.
B) Incorreta. Nifedipina é tocolítico para trabalho de parto prematuro com contrações e mudança cervical, não tratamento profilático contínuo de colo curto assintomático.
C) Incorreta. Betametasona acelera maturação fetal quando há risco de parto nos próximos 7 dias. Não deve ser administrada preventivamente às 22 semanas apenas por colo curto.
D) Correta (gabarito). Progesterona vaginal iniciada antes de 24 semanas e mantida até aproximadamente 36 semanas reduz o risco de prematuridade associado ao colo curto.