O tabaco, em seus múltiplos usos, configura-se como a principal causa evitável de morte no Brasil e no mundo. Estima-se que o tabagismo seja a causa para cerca de 40% das mortes por câncer; de 70 a 95% das mortes devido a câncer de pulmão e 75% dos óbitos decorrentes de doença pulmonar obstrutiva crônica. Para apoiar o seu enfrentamento pode-se adotar, isoladamente ou de forma combinada, diversos tipos de abordagens.
A pegadinha é dizer que só a combinação funciona. Comportamental e medicamento funcionam isoladamente, mas juntos são melhores.
Há relação dose-resposta entre intensidade do aconselhamento e taxa de cessação.
Grupo não é palestra; exige plano estruturado, participação ativa e prevenção de recaída.
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Contexto
O tratamento do tabagismo combina intervenção comportamental e, quando indicada, farmacoterapia. Existe relação dose-resposta: aconselhamentos mais intensivos, com maior duração e número de contatos, produzem taxas de abstinência superiores às intervenções muito breves, embora estas também sejam úteis e devam ser feitas em toda oportunidade.
Grupos estruturados favorecem identificação de gatilhos, preparação da data de parada, manejo da abstinência, prevenção de recaída e apoio entre pares. Medicamentos como terapia de reposição de nicotina, bupropiona e vareniclina podem ser eficazes isoladamente; sua associação com aconselhamento aumenta o resultado. Combinações farmacológicas são escolhidas conforme dependência, tentativas anteriores, contraindicações e preferência, não por regra automática para todos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Intervenções breves ajudam, mas aconselhamento mais intenso tende a produzir maior chance de cessação.
B) Incorreta. Aconselhamento e medicamentos possuem eficácia quando utilizados separadamente; o benefício é maior quando combinados.
C) Incorreta. Dependência elevada pode justificar farmacoterapia e até combinação, mas não existe obrigação universal de iniciar reposição de nicotina junto com bupropiona em todos os pacientes.
D) Correta (gabarito). A intervenção em grupo promove participação ativa, aprendizagem compartilhada e apoio mútuo, elementos que aumentam a capacidade de manter abstinência.