Hipertensão arterial sistêmica

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 10
INEP · 2024

Um homem com 55 anos é levado pelo filho a uma unidade básica de saúde com quadro agudo de dor torácica, dispneia e alteração do nível de consciência. O paciente já estava, anteriormente, em acompanhamento de hipertensão arterial sistêmica (HAS). Ao aferir sua pressão arterial, a medida encontrada foi de 190 x 120 mmHg.

Diante desse quadro, o médico deve:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Pressão de 190 x 120 mmHg associada a dor torácica, dispneia e alteração da consciência indica emergência hipertensiva ou outra emergência cardiovascular e neurológica até prova em contrário. A gravidade não é definida apenas pelo número da pressão, mas pela suspeita de lesão aguda de órgão-alvo, como síndrome coronariana, edema pulmonar, encefalopatia, acidente vascular cerebral ou dissecção de aorta.

A Diretriz Brasileira de Hipertensão de 2025 orienta monitorização, suporte inicial e transferência imediata para serviço capaz de realizar eletrocardiograma, marcadores de necrose, radiografia, tomografia e tratamento intravenoso monitorado. Não se deve tentar normalizar rapidamente a pressão com medicação oral ou sublingual na UBS.

A alternativa inclui ácido acetilsalicílico 300 mg, conduta apropriada quando síndrome coronariana aguda é a hipótese principal e não existem contraindicações. Contudo, AAS não deve ser administrado automaticamente se houver suspeita relevante de dissecção de aorta, sangramento ativo ou hemorragia intracraniana. O componente inequívoco da resposta é estabilizar e encaminhar imediatamente.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Redução gradual em 24 a 48 horas e acompanhamento ambulatorial pertencem à elevação grave sem lesão aguda de órgão-alvo, não ao quadro sintomático descrito.

B) Incorreta. Anti-hipertensivo oral e espera na UBS podem atrasar diagnóstico e provocar redução imprevisível da perfusão cerebral ou coronariana.

C) Incorreta. Adesão deve ser revisada depois da estabilização. Não é prioridade diante de alteração neurológica e dor torácica agudas.

D) Correta (gabarito). Monitorização e encaminhamento imediato são obrigatórios. AAS deve ser usado se a avaliação inicial favorecer síndrome coronariana e não houver suspeita de condição em que o antiagregante seja perigoso.

Bizu MedBoard
  • Emergência hipertensiva é pressão alta com lesão aguda de órgão-alvo, não apenas pressão acima de 180 x 120.

  • Não use nifedipino sublingual nem tente normalizar a PA na atenção primária.

  • Dor torácica exige excluir síndrome coronariana e dissecção antes de automatizar o AAS.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Hipertensão arterial sistêmica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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