Ao assumir a coordenação de uma equipe de saúde da família, um médico de família e comunidade percebe que sua equipe não utiliza critérios para estabelecimento de fluxo de agendamento de visitas domiciliares. Diante dessa situação, ele decide promover uma roda de conversa a fim de sensibilizar sua equipe acerca da necessidade de organizar critérios para a definição das visitas domiciliares como uma abordagem ao indivíduo em seu aspecto familiar e comunitário.
Universalidade dá acesso a todos; equidade dá mais cuidado a quem mais necessita.
Critério de visita deve considerar vulnerabilidade e barreira de acesso, não ordem de pedido.
Integralidade descreve amplitude do cuidado, não a regra de priorização da agenda.
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Contexto
Equidade significa distribuir recursos e intensidade de cuidado conforme necessidades diferentes. Em visitas domiciliares, não é possível nem necessário visitar todas as pessoas com a mesma frequência. Devem ser priorizados indivíduos com maior vulnerabilidade clínica, funcional, familiar ou social e aqueles com dificuldade real de acesso à unidade.
Critérios explícitos tornam a agenda transparente e evitam que proximidade, pressão familiar ou preferência da equipe substituam a necessidade em saúde. Podem ser considerados acamamento, dependência para atividades de vida diária, puerpério, doença descompensada, cuidado paliativo, risco social, ausência de cuidador e barreiras territoriais.
A abordagem domiciliar também contribui para integralidade ao observar família e território, mas o elemento discriminador da pergunta é a priorização desigual segundo a necessidade, que corresponde diretamente à equidade.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Estabelecer critérios para visitar primeiro quem mais precisa concretiza a equidade na organização do trabalho.
B) Incorreta. Autonomia é o direito da pessoa de participar de decisões sobre o próprio cuidado. Não define como a equipe distribui vagas de visita.
C) Incorreta. Integralidade exige cuidado abrangente, articulando prevenção, tratamento e contexto familiar. Está presente na visita, mas não é o princípio central da priorização.
D) Incorreta. Universalidade garante direito de acesso a todos, mas não obriga que todos recebam a mesma modalidade ou frequência de atendimento.