Uma paciente de 64 anos é socorrida, em via pública, pelo SAMU por queda da própria altura com rebaixamento do nível de consciência. Ao exame físico, constata-se ferida corto-contusa na região occipital direita de 3 cm; Glasgow 9; pressão arterial de 110 × 70 mmHg; e frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto. Ao exame pulmonar, percebe-se expansibilidade preservada bilateralmente e, à ausculta cardíaca, constata-se bulhas rítmicas e normofonéticas. O abdome apresenta-se flácido e indolor.
Pegadinha central: a manobra certa com uma pequena flexão ou rotação descrita torna toda a alternativa errada.
No trauma, via aérea e proteção cervical são executadas ao mesmo tempo.
Use tração da mandíbula em posição neutra; intubação é indicada pela incapacidade de proteger ou manter a via aérea, não apenas por um número isolado.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Questão anulada oficialmente. Em traumatizada com Glasgow 9, a prioridade é garantir oxigenação e ventilação, avaliar proteção da via aérea e manter a coluna cervical em posição neutra com estabilização manual. O ATLS, 11ª edição, de 2025, mantém o princípio de abordagem da via aérea com proteção simultânea da coluna cervical. Hiperextensão, flexão ou rotação devem ser evitadas até excluir lesão.
A manobra manual preferida para abrir a via aérea quando há suspeita cervical é a tração anterior da mandíbula, sem inclinar a cabeça. Se ventilação com bolsa-válvula-máscara for necessária, deve ser feita com boa vedação e estabilização cervical. Se o paciente não protege a via aérea, não oxigena ou evolui com piora neurológica, realiza-se via aérea definitiva com sequência rápida e estabilização em linha.
Nenhuma alternativa descreve corretamente o conjunto. A alternativa B é a mais próxima por citar ventilação com máscara e tração da mandíbula, mas acrescenta flexão cervical, manobra inadequada. As outras opções incluem extensão, rotação ou técnica não recomendada. Por isso, não existe resposta plenamente correta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Inclinar a cabeça para trás e estender o pescoço pode agravar lesão cervical. Elevação do mento é evitada como manobra principal quando trauma cervical é possível.
B) Incorreta. Tração anterior da mandíbula e ventilação com máscara são apropriadas, mas a coluna deve permanecer neutra, não em flexão. Esse detalhe impede que a alternativa seja correta.
C) Incorreta. A tração da mandíbula não exige rotação cervical. A rotação para o lado do socorrista viola a proteção da coluna.
D) Incorreta. Pinçar a arcada dentária inferior e apoiar no mento não corresponde à técnica padronizada de abertura da via aérea no trauma e pode causar lesão.