Gestação prolongada e indução do parto

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 19
INEP · 2024

Uma paciente com 30 anos, primigesta, comparece ao hospital com gestação de 40 semanas e 4 dias, conforme data da última menstruação (refere ciclos regulares), e de 41 semanas, conforme resultado de ultrassonografia que realizou quando estava com 27 semanas. Ela refere boa movimentação fetal e não apresenta intercorrências clínicas ou obstétricas. Os resultados dos exames de pré-natal são normais. Relata que, apesar de um pouco ansiosa, sente-se tranquila para esperar "a hora do bebê". O médico plantonista realiza um exame de cardiotocografia que evidencia uma frequência cardíaca fetal basal de 150 bpm com variabilidade entre 10 e 20 batimentos, duas acelerações transitórias com aproximadamente 15 segundos de duração e que, em seu ápice, chegam a 165 batimentos. Não há desacelerações. É realizado um exame de ultrassonografia, cujo resultado mostra que o feto está cefálico, com líquido amniótico normal.

Diante do quadro clínico descrito, assinale a opção correta:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A idade gestacional deve ser definida no início do pré-natal e não redatada por ultrassonografia tardia quando a data da última menstruação é confiável e os ciclos são regulares. Uma ultrassonografia feita com 27 semanas tem margem de erro de aproximadamente duas semanas e é pouco precisa para alterar a datação. Assim, a gestação está com 40 semanas e 4 dias pela melhor estimativa disponível.

A cardiotocografia é reativa: linha de base de 150 bpm, dentro do intervalo normal de 110 a 160; variabilidade moderada de 10 a 20 bpm; pelo menos duas acelerações de 15 bpm por 15 segundos; e ausência de desacelerações. Líquido amniótico normal e movimentos preservados reforçam bem-estar fetal.

Em gestação de baixo risco, deve-se discutir indução ao completar 41 semanas, pois a partir daí aumentam gradualmente natimortalidade, aspiração de mecônio e morbidade neonatal. Como faltam três dias, é adequado orientar retorno programado, sinais de alarme e procura imediata por redução de movimentos, perda de líquido, sangramento ou trabalho de parto.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A frequência basal e a variabilidade não mostram hipóxia. Acelerações e ausência de desacelerações são sinais tranquilizadores.

B) Incorreta. Duas acelerações transitórias definem reatividade e não são indicação de cesariana.

C) Incorreta. Frequência de 150 bpm está dentro da normalidade e não configura taquicardia fetal.

D) Correta (gabarito). A melhor datação indica 40 semanas e 4 dias, os exames mostram bem-estar e a paciente deve retornar em três dias para planejamento ao completar 41 semanas.

Bizu MedBoard
  • Ultrassom tardio não redatada gestação com DUM confiável.

  • CTG reativa: basal 110 a 160, variabilidade moderada e duas acelerações de 15 por 15 após 32 semanas.

  • Aceleração é sinal de bem-estar, não sofrimento fetal.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Gestação prolongada e indução do parto” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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