Doença diverticular dos cólons

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 92
INEP · 2024

Uma paciente com 60 anos, atendida no serviço de emergência de hospital terciário, apresenta quadro de dor abdominal de moderada intensidade há cerca de 3 dias, com piora há 2 dias, mais proeminente em fossa ilíaca esquerda com melhora após uso de analgésico comum. Tem antecedente de doença diverticular do cólon há 4 anos, com 2 episódios de diverticulite não complicada nos últimos 3 anos; constipação crônica com frequência evacuatória de 3 vezes por semana. Não está em uso de medicações nem apresenta outras comorbidades. Ao exame físico, encontra-se levemente desidratada; com temperatura de 37,9 °C; frequência cardíaca de 88 bpm; pressão arterial de 130 x 80 mmHg; abdome flácido, ruídos hidroaéreos presentes, doloroso à palpação profunda de quadrante inferior esquerdo, com plastrão palpável em região suprapúbica, sem dor à descompressão brusca do abdome.

Com base nesse caso clínico, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e o exame para confirmação?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Dor em fossa ilíaca esquerda, febrícula e antecedente de diverticulite sugerem novo episódio de diverticulite aguda. O plastrão palpável suprapúbico sem peritonite difusa levanta suspeita de complicação localizada, especialmente abscesso pélvico contido.

A tomografia de abdome e pelve com contraste intravenoso é o exame de escolha porque confirma inflamação diverticular, identifica abscesso, gás extraluminal, fístula ou obstrução e permite classificar a gravidade. A Diretriz da American Society of Colon and Rectal Surgeons de 2020 recomenda tomografia como modalidade inicial mais apropriada na suspeita de diverticulite.

Colonoscopia deve ser evitada durante a fase inflamatória aguda pelo risco de perfuração. Após resolução, costuma ser programada em aproximadamente seis a oito semanas quando a avaliação colônica recente é ausente ou quando há necessidade de excluir neoplasia. Abscessos pequenos podem responder a antibiótico; coleções maiores, geralmente acima de 3 cm, frequentemente necessitam drenagem percutânea.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A hipótese de abscesso é adequada, mas colonoscopia não confirma com segurança a complicação aguda e aumenta o risco de perfuração.

B) Incorreta. Peritonite fecal produziria dor intensa difusa, rigidez e descompressão dolorosa. Radiografia tem baixa capacidade de estadiar diverticulite.

C) Incorreta. Tomografia seria o exame correto, mas o quadro é localizado e sem sinais de peritonite fecal generalizada.

D) Correta (gabarito). Plastrão pélvico em diverticulite indica possível abscesso, e a tomografia contrastada confirma localização e tamanho.

Bizu MedBoard
  • Diverticulite complicada é tomografia com contraste, não colonoscopia na fase aguda.

  • Plastrão sugere processo contido; abdome rígido e peritonite sugerem perfuração livre.

  • Abscesso acima de 3 cm costuma ser avaliado para drenagem percutânea.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença diverticular dos cólons” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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