Uma mulher com 42 anos comparece à unidade básica de saúde para consulta com um médico de família e comunidade. Ela possui histórico de irregularidade menstrual, de irritabilidade, de ansiedade, de perda de memória e de fogachos há 6 meses, apresentando sangramento uterino anormal (SUA) há 3 dias, sem sinais de repercussão na estabilidade hemodinâmica.
SUA em idade fértil: teste de gravidez e exame especular vêm antes do rótulo hormonal.
Use PALM-COEIN para não esquecer causas estruturais e não estruturais.
Perimenopausa não autoriza atribuir todo sangramento à anovulação sem investigação.
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Contexto
Sangramento uterino anormal é qualquer alteração de frequência, regularidade, duração ou volume do sangramento menstrual e é especialmente frequente na transição menopausal, quando ciclos anovulatórios se tornam comuns. O sistema PALM-COEIN organiza as causas em estruturais e não estruturais.
A avaliação inicial começa pela estabilidade hemodinâmica e intensidade da perda. Em mulher em idade reprodutiva, gestação deve ser excluída, independentemente da irregularidade dos ciclos. Exame especular e bimanual avaliam vagina, colo, útero e anexos e identificam fontes não uterinas de sangramento.
Aos 42 anos, também se consideram anovulação perimenopausal, miomas, pólipos e hiperplasia endometrial. Ultrassonografia transvaginal é o principal exame de imagem, mas biópsia endometrial é indicada a partir de 45 anos ou antes quando há obesidade, anovulação persistente, falha terapêutica ou outros fatores de risco.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Sangramento uterino anormal é frequente e pode ocorrer em várias fases da vida reprodutiva, não apenas em pequeno número de mulheres.
B) Incorreta. Histerectomia é tratamento definitivo, mas não é primeira linha para paciente estável sem investigação etiológica. Opções clínicas e menos invasivas devem ser priorizadas.
C) Correta (gabarito). Excluir gestação e examinar vagina e colo são etapas obrigatórias antes de atribuir o sangramento ao útero ou à perimenopausa.
D) Incorreta. Ultrassonografia é útil, mas a descrição de baixa sensibilidade e alta especificidade para lesões endometriais em geral é imprecisa. Lesões focais podem exigir histeroscopia ou biópsia.