Um neonato, com idade gestacional (IG) de 36 semanas, adequado para IG, com pré-natal regular, nascido de parto normal, APGAR 8/9, apresentou desconforto respiratório com 30 minutos de vida. Ao exame físico, nota-se atividade regular, frequência respiratória de 82 irpm, retrações intercostais e subcostais de moderada intensidade e ausculta pulmonar sem ruídos. Sua saturação de O2 é de 95% em ar ambiente, sua frequência cardíaca é de 148 bpm e apresenta ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas, sem sopros. Além disso, o tempo de enchimento capilar é menor que 2 segundos; os pulsos estão palpáveis, cheios e simétricos; sua pressão arterial é de 60 x 40 mmHg; e seu fígado está a 2 cm do rebordo costal direito.
Saturação normal não exclui gravidade quando o recém-nascido tem taquipneia e retrações importantes.
Prematuro respirando espontaneamente com desconforto moderado recebe CPAP antes de intubação.
Evite hiperóxia: use a menor FiO2 que mantenha o alvo de saturação definido pela unidade.
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Contexto
Recém-nascido de 36 semanas com frequência respiratória de 82, retrações moderadas e início do desconforto aos 30 minutos apresenta insuficiência respiratória neonatal, com diferenciais como taquipneia transitória, síndrome do desconforto respiratório, pneumonia e escape de ar. A saturação normal em ar ambiente não elimina a necessidade de suporte porque o esforço respiratório é importante.
Em prematuro tardio que respira espontaneamente, a pressão positiva contínua nasal mantém alvéolos abertos, aumenta capacidade residual funcional e reduz trabalho respiratório. Recomendações neonatais atuais favorecem CPAP precoce em vez de intubação rotineira nos casos leves a moderados. Radiografia de tórax ajuda a distinguir hiperinsuflação e líquido nas fissuras de padrão reticulogranular, consolidação ou pneumotórax.
A fração de oxigênio deve ser titulada pela oximetria, evitando hiperóxia. A alternativa estabelece saturação igual ou superior a 95%, mas alvos contemporâneos para prematuros geralmente ficam em torno de 90% a 95%, evitando valores persistentemente acima de 95%. Como o bebê já tem 95% em ar ambiente, o CPAP pode ser iniciado com baixa fração de oxigênio e ajustado conforme resposta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Capuz fornece oxigênio, mas não pressão para recrutar alvéolos e reduzir retrações. Fisioterapia respiratória não é prioridade em desconforto neonatal precoce.
B) Incorreta. Cateter nasal de baixo fluxo também não oferece suporte pressórico suficiente para taquipneia e retrações moderadas. Hidratação deve ser planejada, mas não resolve a mecânica pulmonar.
C) Incorreta. Não há apneia, hipoxemia grave ou falha de suporte não invasivo que justifique intubação imediata. Surfactante é usado quando há síndrome do desconforto respiratório com necessidade crescente de oxigênio e pressão.
D) Correta (gabarito). Ventilação não invasiva, preferencialmente CPAP, trata o trabalho respiratório enquanto a radiografia investiga a causa. A oferta de oxigênio deve ser titulada, não automática.