Um homem de 45 anos, que trabalha na criação de porcos, vai à consulta na unidade básica de saúde com queixa de lesões nos pés há 6 meses. Ao exame físico, nota-se lesões de pele papulosas, múltiplas, amareladas, não purulentas e com pontos enegrecidos centrais. Essas lesões estão localizadas nos pés e são pruriginosas e dolorosas.
Ponto negro central no pé é o poro da Tunga penetrans.
Não retire com agulha improvisada; use técnica estéril ou dimeticone.
Sem tratar solo e animais, a reinfestação continua.
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Contexto
Pápulas dolorosas e pruriginosas nos pés, com halo amarelado e ponto negro central, em pessoa exposta a criação de porcos, são características de tungíase. A fêmea fecundada da pulga Tunga penetrans penetra a epiderme, aumenta de volume e mantém a extremidade posterior em contato com o exterior, formando o ponto escuro por onde elimina ovos e excretas.
A Organização Mundial da Saúde recomenda tratamento tópico com formulação de dimeticone de baixa viscosidade ou extração mecânica por profissional treinado, com instrumental estéril. Após a retirada, faz-se curativo e revisão da vacinação antitetânica. Infecção bacteriana secundária deve ser tratada quando presente.
O gabarito D é a melhor alternativa por reunir retirada, controle ambiental, tratamento dos animais e prevenção do tétano, mas contém duas imprecisões: o elemento retirado é uma pulga adulta, não uma larva, e ivermectina ou tiabendazol sistêmicos não são a terapia preferida nas recomendações atuais. Controle de solo arenoso, higiene, calçados e manejo dos reservatórios interrompem a reinfestação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Calçados e restrição de exposição previnem novos casos, mas não tratam pulgas já penetradas nem suas complicações.
B) Incorreta. Não há descrição de celulite que justifique amoxicilina, e pomada antialérgica não elimina o ectoparasita.
C) Incorreta. Controle dos animais é necessário, mas a transmissão ocorre pela penetração da pulga no solo contaminado. A alternativa não trata as lesões existentes.
D) Correta (gabarito). É a única opção que combina remoção, abordagem ambiental e animal e revisão antitetânica. Na prática atual, prefere-se dimeticone ou extração estéril, não antiparasitário oral de rotina.