Um bebê com 24 dias de vida é levado ao pronto atendimento devido a dificuldades respiratórias. Não houve intercorrências durante a gestação e o parto, o nascimento foi a termo, e o bebê pesou 3 quilogramas. A mãe relata uma história de obstrução nasal, coriza clara e recusa às mamadas há 2 dias. Acrescenta que, nas últimas horas, a respiração do bebê ficou mais rápida e surgiu um chiado no peito. Ao exame físico, o paciente encontra-se em bom estado geral, corado, com frequência respiratória de 50 irpm, com leve tiragem intercostal e sibilos discretos difusos bilateralmente e com saturação de O2 de 91% em ar ambiente. Na radiografia de tórax, evidenciam-se uma hiperinsuflação pulmonar e retificação das cúpulas diafragmáticas e de arcos costais.
Bronquiolite é tratada com suporte, não com um pacote de medicamentos.
Ministério da Saúde 2026: saturação de 90% a 92% corresponde a quadro moderado.
Idade inferior a 2 meses aumenta o risco de apneia e favorece internação.
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Contexto
Coriza e obstrução nasal seguidas de taquipneia, sibilância difusa e hiperinsuflação em lactente definem bronquiolite viral aguda. A inflamação e o edema dos bronquíolos, associados a muco e detritos celulares, aumentam a resistência expiratória e aprisionam ar, explicando a retificação diafragmática na radiografia.
O Guia de Manejo Clínico da Bronquiolite Viral Aguda do Ministério da Saúde de 2026 classifica saturação persistente entre 90% e 92% como doença moderada. Este recém-nascido tem 24 dias, recusa alimentar, retração e saturação de 91%, além de idade inferior a 2 meses, faixa com maior risco de apneia e deterioração. Precisa de observação hospitalar, higiene nasal com solução fisiológica, suporte hídrico e nutricional e consideração de oxigênio suplementar.
Antibióticos só são usados quando há evidência de infecção bacteriana associada. Broncodilatadores, corticosteroides, adrenalina, anti-histamínicos e solução salina hipertônica não são recomendados de rotina, pois não reduzem consistentemente internação ou duração da doença.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Antibiótico e corticoide não tratam a obstrução viral dos bronquíolos, e não há foco bacteriano descrito.
B) Correta (gabarito). Hidratação, oxigenioterapia e higiene nasal tratam as necessidades reais do lactente: alimentação prejudicada, hipoxemia moderada e obstrução nasal.
C) Incorreta. Broncodilatador, corticoide e anti-histamínico não apresentam benefício rotineiro na primeira bronquiolite de um recém-nascido.
D) Incorreta. Oxigênio pode ser necessário, mas antibiótico e broncodilatador não devem ser acrescentados sem indicação específica.