Um gestor municipal de saúde, ao perceber um significativo aumento de tabagismo entre os adolescentes em seu município no último ano, resolveu adotar estratégias para o combate ao uso do tabaco em sua região.
Tabagismo deve ser tratado na atenção primária por equipe capacitada, não centralizado na alta complexidade.
Adolescente não motivado recebe entrevista motivacional, não medicamento automático.
Prevenção, fiscalização e tratamento precisam atuar juntos no território.
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Contexto
O aumento do tabagismo entre adolescentes exige resposta territorial combinando prevenção da iniciação, ambientes livres de fumaça, fiscalização de venda, educação e oferta de cessação. Entre as alternativas, a medida prioritária mais concreta para a rede assistencial é capacitar profissionais para identificar uso, avaliar dependência, realizar aconselhamento e acompanhar quem deseja parar.
O PCDT do Tabagismo do Ministério da Saúde de 2020 organiza o tratamento no SUS com abordagem breve ou intensiva, individual ou em grupo, e farmacoterapia quando indicada. Em adolescentes, intervenções comportamentais, entrevista motivacional, participação familiar e manejo de fatores emocionais ocupam o primeiro plano; medicamentos devem ser individualizados, pois a evidência é menos robusta que em adultos.
Quem ainda não deseja cessar não deve ser abandonado nem receber prescrição automática. A equipe utiliza abordagem motivacional, discute riscos, explora ambivalência e retoma o tema em consultas futuras. O cuidado deve permanecer na atenção primária, com apoio especializado apenas para casos complexos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Medicamentos não devem ser prescritos automaticamente a adolescentes que não desejam parar. A primeira ação é abordagem motivacional e prevenção.
B) Correta (gabarito). Capacitar a rede permite oferecer tratamento estruturado, acompanhamento e encaminhamento racional aos adolescentes motivados.
C) Incorreta. Mobilização comunitária é útil, mas comitês de bairro não regulam legalmente a venda de tabaco e a proposta não organiza tratamento baseado em evidências.
D) Incorreta. A cessação deve ser acessível na atenção primária. Encaminhar todos à alta complexidade reduz acesso e fragmenta o cuidado.