Um homem de 54 anos vai à unidade básica de saúde queixando-se ter sangramento nas fezes há 2 meses. Ele apresenta fotografias de fezes com sangue. Nega outras queixas, comorbidades e uso recente, ou regular, de medicamentos, nega história familiar de neoplasias ou de doença aterosclerótica coronariana precoce. O exame físico com toque retal apresenta-se sem anormalidades, salvo palidez cutâneo mucosa de 2+/4+.
A pegadinha é usar teste de rastreamento em paciente sintomático. Sangramento visível pede colonoscopia, não sangue oculto.
Colonoscopia diagnostica e permite biópsia ou tratamento de algumas lesões.
Palidez transforma o caso em investigação prioritária de perda crônica e neoplasia.
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Contexto
Sangue visível nas fezes por dois meses e palidez configuram quadro sintomático com possível anemia por perda digestiva. Isso não é rastreamento de câncer colorretal. O objetivo é diagnóstico, e a colonoscopia permite inspecionar toda a mucosa do cólon, identificar neoplasia, pólipo, doença inflamatória, angiodisplasia ou outra fonte e realizar biópsia no mesmo procedimento.
Pesquisa de sangue oculto é destinada a pessoas assintomáticas em programas de rastreamento. Quando já existe hematoquezia, um resultado negativo não exclui doença e um positivo apenas confirma algo que já é clinicamente evidente. A presença de anemia, alteração do hábito intestinal, perda de peso ou massa aumenta a urgência da colonoscopia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Sangue oculto não é apropriado para investigar sangramento macroscópico; pode atrasar a avaliação endoscópica necessária.
B) Incorreta. Ultrassonografia abdominal não avalia adequadamente a superfície mucosa do cólon e não permite biópsia.
C) Incorreta. Tomografia pode estadiar neoplasia ou investigar complicações, mas não substitui colonoscopia na identificação e amostragem da lesão mucosa.
D) Correta (gabarito). Colonoscopia é o exame diagnóstico de escolha para sangramento intestinal baixo persistente com suspeita de anemia.