Uma paciente nulípara de 30 anos vai à consulta na unidade básica de saúde para mostrar seu exame citológico de colo uterino. O resultado constata a presença de células escamosas, glandulares e metaplásicas e atipias nucleares limítrofes (ASCUS).
Pegadinha central: ASC-US não é lesão precursora confirmada e não vai direto para conização.
No algoritmo citológico: 25 a 29 anos repetem em 12 meses; 30 anos ou mais repetem em 6 meses.
A incidência atual de prova tende a misturar o algoritmo citológico antigo com a transição brasileira para rastreamento primário por DNA-HPV iniciada em 2025.
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Contexto
ASC-US significa células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas. É uma alteração citológica limítrofe, frequentemente transitória e associada a infecção por HPV que pode regredir. Não equivale a lesão de alto grau e não justifica excisão imediata.
Pelas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA, de 2016, que fundamentam o algoritmo citológico cobrado, mulheres com 30 anos ou mais e ASC-US devem repetir a citologia em seis meses. Se o resultado persistir ASC-US ou vier mais grave, indica-se colposcopia; após dois controles negativos, retorna-se ao rastreamento de rotina.
O Brasil aprovou em 2025 o rastreamento primário organizado com teste de DNA-HPV oncogênico. Essa atualização muda a porta de entrada do rastreamento conforme a implantação local, mas não transforma um ASC-US isolado em indicação de biópsia ou conização. Em locais ainda baseados em citologia, ou diante de laudo citológico já disponível, o algoritmo de repetição continua sendo o referencial da questão.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Aos 30 anos, ASC-US deve ser controlado com nova citologia em seis meses no algoritmo citológico brasileiro cobrado.
B) Incorreta. O teste de Schiller auxilia a colposcopia, mas não determina sozinho biópsia. Biópsia é dirigida por achado colposcópico suspeito, geralmente após indicação formal de colposcopia.
C) Incorreta. ASC-US isolado pode ser acompanhado na atenção primária. Encaminhamento especializado ocorre com persistência, progressão ou alteração de maior risco.
D) Incorreta. Conização é procedimento excisional reservado a lesões de alto grau, discordâncias selecionadas, suspeita glandular ou invasão, não a ASC-US inicial.