Uma paciente com 55 anos, em acompanhamento de rotina, encontra-se no ambulatório de Ginecologia Geral, assintomática e, ao exame físico, apresenta-se normal. Realizada a mamografia de rotina, verifica-se laudo com categoria BIRADS 4, devido à presença de microcalcificações agrupadas.
BI-RADS 4 e 5 pedem tecido; BI-RADS 3 pede controle de imagem.
Microcalcificação suspeita costuma exigir biópsia estereotáxica, não ultrassom isolado.
Confirme concordância entre imagem e anatomopatológico antes de encerrar a investigação.
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Contexto
BI-RADS 4 significa achado suspeito, com probabilidade de malignidade suficientemente alta para justificar diagnóstico histológico. A categoria pode ser subdividida em 4A, 4B e 4C conforme suspeição baixa, intermediária ou moderada a alta, mas todas indicam biópsia.
Microcalcificações agrupadas suspeitas muitas vezes não apresentam correlato ultrassonográfico. A técnica habitual é biópsia percutânea estereotáxica, frequentemente assistida a vácuo, com radiografia do fragmento para confirmar que as calcificações foram amostradas. O anatomopatológico deve ser correlacionado ao achado de imagem.
Cirurgia definitiva só é planejada após diagnóstico e avaliação de extensão. Seguimento em seis meses é conduta típica de BI-RADS 3, cuja probabilidade de malignidade é muito baixa, e não deve substituir biópsia em categoria 4.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Quadrantectomia é tratamento cirúrgico e não deve preceder confirmação histológica e planejamento oncológico.
B) Correta (gabarito). BI-RADS 4 exige biópsia, e microcalcificações sem correspondência ao ultrassom são geralmente amostradas por método estereotáxico.
C) Incorreta. Repetir mamografia em seis meses é apropriado para achado provavelmente benigno classificado como BI-RADS 3, não para lesão suspeita.
D) Incorreta. Ultrassonografia pode complementar a avaliação, mas resultado normal não exclui carcinoma ductal in situ associado a microcalcificações.