Convulsão febril e epilepsias na infância

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 8
INEP · 2024

Um menino com 2 anos é trazido à emergência com queixa de febre e de crise convulsiva tônico-clônica generalizada com liberação esfincteriana, a qual foi observada em domicílio. Segundo a mãe do paciente, a crise convulsiva durou cerca de 7 minutos. Ao chegar à emergência, o menino estava, ainda, com uma temperatura axilar de 38,5 oC. Depois de cerca de 1 hora do término da crise, verificou-se que a criança estava ativa e reativa, interagindo, com pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais meníngeos, eupneica, normocárdica e sem febre, após ministração de medicação antitérmica. A mãe alega que seu filho nunca teve problemas de saúde e nega crises anteriores.

Diante do quadro descrito, assinale a opção que contém, respectivamente, o diagnóstico e a conduta médica apropriada para o caso:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Convulsão febril ocorre entre 6 meses e 5 anos, associada a febre e sem infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico ou antecedente de crise afebril. É classificada como simples quando é generalizada, dura menos de 15 minutos, não se repete em 24 horas e a criança retorna ao estado neurológico basal.

Esta crise foi tônico-clônica generalizada, única, durou 7 minutos e foi seguida de recuperação completa. A prioridade é identificar a causa da febre por história e exame físico. Antitérmico melhora conforto, mas não previne de forma confiável nova convulsão.

A American Academy of Pediatrics orienta que criança bem após convulsão febril simples não precisa rotineiramente de eletroencefalograma, exames laboratoriais, tomografia ou ressonância. Punção lombar é indicada quando existem sinais meníngeos, suspeita de meningite ou circunstâncias específicas, como vacinação incompleta em determinadas faixas etárias ou antibiótico prévio que possa mascarar o quadro.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O diagnóstico está correto, mas tomografia e punção lombar não são rotineiras em criança ativa, sem déficit e sem sinais meníngeos.

B) Incorreta. Não há duração superior a 15 minutos, focalidade ou recorrência em 24 horas, portanto não é crise complexa. EEG não investiga a causa da febre.

C) Correta (gabarito). Trata-se de convulsão febril simples, e a conduta é procurar e tratar o foco febril, orientando a família sobre recorrência e retorno.

D) Incorreta. A crise não é complexa, e ressonância e internação não são necessárias apenas por ser o primeiro episódio.

Bizu MedBoard
  • Simples significa generalizada, menor que 15 minutos e única em 24 horas.

  • O exame procura a causa da febre, não uma lesão cerebral em toda criança.

  • Antitérmico dá conforto, mas não garante prevenção de recorrência.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Convulsão febril e epilepsias na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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