Síndromes hipertensivas da gestação

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 24
INEP · 2024

Uma paciente secundigesta com 28 anos, idade gestacional de 35 semanas, obesa, não apresenta outras comorbidades prévias. No acompanhamento de pré-natal que realizou na unidade básica de saúde, não houve intercorrências até o momento. Os resultados dos exames de rotina de pré-natal apresentam-se normais, assim como as medidas de pressão arterial anteriores, e a altura uterina é compatível com a idade gestacional. Ela comparece a uma consulta no serviço de pronto atendimento encaminhada pela unidade básica de saúde por aumento da pressão arterial. Nega queixas. Refere estar se alimentando bem e relata que engordou 3 quilos nas últimas duas semanas. A pressão arterial é de 140 x 95 mmHg, confirmada após quinze minutos de repouso. A paciente apresenta edema importante em membros inferiores. A movimentação fetal está presente, os batimentos cardíacos fetais são de 144 bpm, e altura uterina é compatível com idade gestacional.

Considerando-se o quadro clínico descrito, quais são, respectivamente, o provável diagnóstico e a conduta adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Pressão arterial nova de 140 x 95 mmHg após 20 semanas levanta a hipótese de hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia. Edema e ganho rápido de peso refletem retenção hídrica, mas não são critérios diagnósticos. Como a pressão não é grave e a paciente está assintomática, é necessário confirmar persistência e pesquisar proteinúria e disfunção de órgão-alvo.

A investigação inclui hemograma com plaquetas, creatinina, transaminases, avaliação quantitativa de proteína urinária e bem-estar fetal. Se nenhum critério adicional estiver presente, o diagnóstico é hipertensão gestacional. Pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional sem gravidade em geral conduz à resolução com 37 semanas, com vigilância até esse momento.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Pré-eclâmpsia ainda não está confirmada, e maturidade pulmonar fetal não é o critério atual para interromper uma gestação estável sem gravidade aos 35 semanas.

B) Correta (gabarito). A hipertensão nova exige pesquisa de proteinúria e de disfunção materna para confirmar ou excluir pré-eclâmpsia.

C) Incorreta. Hipertensão crônica surge antes da gestação ou antes de 20 semanas, ou persiste além de 12 semanas após o parto. Normalizar no puerpério apontaria para hipertensão gestacional.

D) Incorreta. A pressão está abaixo de 160 por 110 mmHg e não há lesão aguda de órgão-alvo. Sulfato de magnésio é indicado principalmente na pré-eclâmpsia com sinais de gravidade ou eclâmpsia.

Bizu MedBoard
  • Edema não diagnostica pré-eclâmpsia.

  • Hipertensão após 20 semanas sem proteinúria ou lesão de órgão-alvo é hipertensão gestacional.

  • PA grave começa em 160 por 110 mmHg.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Síndromes hipertensivas da gestação” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →