Criança de 7 meses é levada pela mãe à Unidade Básica de Saúde (UBS), com história de febre há 2 dias e recusa alimentar. Ao exame físico, foi identificada erupção papulovesicular, principalmente em mãos e pés, além de vesículas e úlceras em língua, mucosa jugal e pilares tonsilares.
Pegadinha central: doença mão-pé-boca é autolimitada e não exige internação apenas pelo diagnóstico.
Mãos, pés e úlceras orais formam a distribuição típica; nádegas também podem ser acometidas.
A complicação cotidiana mais importante em lactentes é desidratação pela dor ao engolir.
Complicações neurológicas são raras, e a resolução clínica costuma ocorrer em cerca de 7 a 10 dias.
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Contexto
O quadro é típico de doença mão-pé-boca, síndrome causada por enterovírus, frequentemente coxsackievírus A16, coxsackievírus A6 e enterovírus A71. A combinação característica é febre seguida de vesículas ou úlceras dolorosas na cavidade oral e exantema papulovesicular em mãos e pés. Lesões em nádegas, membros e região perioral também podem ocorrer, mas não tornam mãos, pés e boca uma distribuição atípica.
A doença costuma ser autolimitada e o tratamento é de suporte, com hidratação e analgesia. O CDC informa que a maioria das crianças melhora espontaneamente em 7 a 10 dias. A principal complicação prática em lactentes é desidratação por dor oral e recusa de líquidos.
Complicações graves são raras. Meningite asséptica e, mais raramente, encefalite ou paralisia podem ocorrer em infecções por enterovírus. Determinados enterovírus também podem causar comprometimento cardiopulmonar, incluindo miocardite, embora isso não represente a evolução habitual da doença mão-pé-boca.
A questão foi anulada oficialmente. Isso é coerente com o fato de que a alternativa D descreve uma evolução temporal plausível e a alternativa B menciona complicações raras descritas para enteroviroses, permitindo mais de uma interpretação defensável.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A doença é geralmente benigna e não exige internação de rotina. Hospitalização fica reservada para situações como desidratação importante, incapacidade de ingestão, comprometimento neurológico ou outra complicação grave.
B) Sem gabarito oficial. Complicações neurológicas, como meningite e encefalite, são reconhecidas, e comprometimento cardíaco pode ocorrer raramente em enteroviroses. O caráter incomum dessas complicações não torna a afirmação necessariamente falsa, contribuindo para a anulação.
C) Incorreta. A distribuição descrita é justamente a que dá nome à síndrome: lesões em mãos e pés associadas a enantema vesicular ou ulcerado na boca. Nádegas e região perianal podem ser acometidas, mas não são mais típicas a ponto de tornar o caso atípico.
D) Sem gabarito oficial. A melhora em aproximadamente uma semana é compatível com a história natural. A maioria dos casos se resolve em 7 a 10 dias, e febre costuma desaparecer antes das lesões cutâneas completas. A formulação de 5 a 7 dias pode ser aceita em muitos casos, o que também favorece a anulação.