Tabagismo, álcool e mudança de comportamento

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 11
INEP · 2025

Mulher de 45 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) reportando dificuldade para reduzir o consumo de cigarros. Refere fumar 20 cigarros por dia desde os 20 anos e que já tentou interromper o uso várias vezes. Relata, ainda, irritação e ansiedade quando reduz o consumo de tabaco.

Diante desse caso, o plano terapêutico adequado para essa paciente consiste em
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A paciente fuma 20 cigarros por dia há 25 anos, apresenta sintomas de abstinência quando reduz e já teve várias tentativas frustradas. Esse padrão indica dependência de nicotina clinicamente relevante. Irritabilidade e ansiedade após redução não significam necessariamente transtorno ansioso primário; são manifestações frequentes da abstinência e aumentam o risco de recaída.

A diretriz da Organização Mundial da Saúde de 2024 recomenda combinar intervenção comportamental e farmacoterapia, pois a associação aumenta mais a chance de cessação do que qualquer componente isolado. A abordagem comportamental identifica gatilhos, organiza uma data de parada, treina estratégias para fissura e previne recaída. A reposição de nicotina reduz craving e sintomas de abstinência sem expor a paciente à combustão do tabaco.

Na prática, pode-se usar uma formulação de ação prolongada, como adesivo, associada a uma forma de ação rápida, como goma ou pastilha, quando necessário. A dose é ajustada ao consumo e reduzida progressivamente após estabilização da abstinência. Bupropiona e vareniclina são outras opções conforme contraindicações, disponibilidade e preferência.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Reposição de nicotina isolada pode ajudar, mas omite o componente comportamental, que melhora adesão, manejo de gatilhos e prevenção de recaídas.

B) Correta (gabarito). A associação de terapia comportamental com reposição de nicotina trata simultaneamente o comportamento condicionado e a dependência farmacológica, sendo a estratégia mais completa entre as opções.

C) Incorreta. A cessação em uma data definida é desejável, mas, nesta paciente com abstinência e recaídas, retirar o tabaco sem oferecer farmacoterapia reduz a chance de sucesso. O erro não é parar imediatamente, e sim fazê-lo sem o suporte indicado.

D) Incorreta. Benzodiazepínicos não tratam dependência de nicotina, podem causar sedação e dependência e não melhoram a taxa de cessação. A redução gradual de cigarros só deve integrar um plano estruturado com data de parada e tratamento eficaz.

Bizu MedBoard
  • Dependência importante e tentativas prévias frustradas: combine abordagem cognitivo-comportamental com medicamento.

  • Sintomas ao reduzir cigarro são abstinência de nicotina e justificam farmacoterapia.

  • Adesivo controla sintomas basais; goma ou pastilha pode ser usada para fissuras episódicas.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tabagismo, álcool e mudança de comportamento” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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