Mulher de 45 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) reportando dificuldade para reduzir o consumo de cigarros. Refere fumar 20 cigarros por dia desde os 20 anos e que já tentou interromper o uso várias vezes. Relata, ainda, irritação e ansiedade quando reduz o consumo de tabaco.
Dependência importante e tentativas prévias frustradas: combine abordagem cognitivo-comportamental com medicamento.
Sintomas ao reduzir cigarro são abstinência de nicotina e justificam farmacoterapia.
Adesivo controla sintomas basais; goma ou pastilha pode ser usada para fissuras episódicas.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A paciente fuma 20 cigarros por dia há 25 anos, apresenta sintomas de abstinência quando reduz e já teve várias tentativas frustradas. Esse padrão indica dependência de nicotina clinicamente relevante. Irritabilidade e ansiedade após redução não significam necessariamente transtorno ansioso primário; são manifestações frequentes da abstinência e aumentam o risco de recaída.
A diretriz da Organização Mundial da Saúde de 2024 recomenda combinar intervenção comportamental e farmacoterapia, pois a associação aumenta mais a chance de cessação do que qualquer componente isolado. A abordagem comportamental identifica gatilhos, organiza uma data de parada, treina estratégias para fissura e previne recaída. A reposição de nicotina reduz craving e sintomas de abstinência sem expor a paciente à combustão do tabaco.
Na prática, pode-se usar uma formulação de ação prolongada, como adesivo, associada a uma forma de ação rápida, como goma ou pastilha, quando necessário. A dose é ajustada ao consumo e reduzida progressivamente após estabilização da abstinência. Bupropiona e vareniclina são outras opções conforme contraindicações, disponibilidade e preferência.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Reposição de nicotina isolada pode ajudar, mas omite o componente comportamental, que melhora adesão, manejo de gatilhos e prevenção de recaídas.
B) Correta (gabarito). A associação de terapia comportamental com reposição de nicotina trata simultaneamente o comportamento condicionado e a dependência farmacológica, sendo a estratégia mais completa entre as opções.
C) Incorreta. A cessação em uma data definida é desejável, mas, nesta paciente com abstinência e recaídas, retirar o tabaco sem oferecer farmacoterapia reduz a chance de sucesso. O erro não é parar imediatamente, e sim fazê-lo sem o suporte indicado.
D) Incorreta. Benzodiazepínicos não tratam dependência de nicotina, podem causar sedação e dependência e não melhoram a taxa de cessação. A redução gradual de cigarros só deve integrar um plano estruturado com data de parada e tratamento eficaz.