Menino de 4 anos é levado a unidade básica de saúde (UBS) por sua mãe, que relata que ele está com tosse persistente há mais de 3 semanas, febre baixa no final da tarde, cansaço e perda de apetite. Além dos pais, o menino reside também com o avô diagnosticado com tuberculose há 2 meses.
Na criança, teste bacteriológico negativo não exclui tuberculose; use o escore clínico-radiológico.
Contato domiciliar, sintomas, radiografia e PT ou IGRA formam o núcleo da investigação.
Não espere seis meses para permitir contato com adulto em tratamento efetivo.
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Contexto
Criança menor de 10 anos com tosse persistente, febre vespertina, astenia, hiporexia e contato domiciliar com tuberculose pulmonar deve ser investigada para doença ativa. Nessa faixa etária, a confirmação bacteriológica é difícil porque a doença costuma ser paucibacilar, por isso o Ministério da Saúde utiliza um sistema de pontuação clínico, epidemiológico, radiológico e imunológico.
Radiografia de tórax e prova tuberculínica, ou IGRA quando disponível e indicado, são componentes centrais. O diagnóstico também considera duração dos sintomas, contato com adulto com tuberculose, estado nutricional e resposta a antibiótico comum quando esse teste terapêutico foi adequadamente indicado. Deve-se tentar confirmação microbiológica com escarro induzido, aspirado gástrico ou outra amostra, usando TRM-TB e cultura, sem permitir que resultado negativo exclua o diagnóstico clínico.
Afastamento por seis meses é incorreto. Em geral, a infectividade do caso pulmonar sensível cai marcadamente após cerca de duas semanas de tratamento efetivo e adesão, embora isso deva ser confirmado pelo serviço responsável.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Antibiótico amplo inespecífico pode atrasar o diagnóstico em uma criança com sintomas e contato epidemiológico fortes. A investigação de tuberculose deve começar agora.
B) Incorreta. A suspeita é alta, mas o tratamento deve ser guiado pelo sistema de pontuação e pela investigação disponível, salvo situação clínica excepcional que exija decisão empírica especializada.
C) Correta (gabarito). Radiografia de tórax e prova tuberculínica integram a avaliação recomendada para tuberculose pulmonar infantil, junto da clínica, contato e tentativa de confirmação microbiológica.
D) Incorreta. Hemograma é inespecífico e não substitui prova tuberculínica ou IGRA. Também não é necessário separar a criança do avô por todo o tratamento se ele já não for infectante.