Menino de 10 anos, em atendimento ambulatorial, apresenta tosse persistente que o desperta à noite frequentemente, além de chiado no peito, de forma intermitente, há cerca de 10 meses. Os sintomas pioram durante a realização de atividades físicas, como correr e jogar futebol. Teve 2 crises recentes de "chiadeira" e cansaço, necessitando ir ao serviço de urgência. Foi diagnosticado com asma aos 5 anos e é medicado com salbutamol inalatório nos episódios de crise. A função pulmonar revela VEF1 de 70% do previsto, VEF1/CVF igual a 0,8 e aumento de 15% após uso de broncodilatador.
Criança com asma não deve permanecer em SABA isolado.
LABA só entra associado a corticoide inalatório.
GINA 2025 inclui ICS-LABA, corticoide inalatório em dose média ou MART com ICS-formoterol como opções de etapa 3 em crianças de 6 a 11 anos.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Tosse noturna frequente, limitação ao exercício, duas exacerbações com procura de urgência e VEF1 de 70% demonstram asma não controlada com risco aumentado de novas crises. O aumento de 15% após broncodilatador confirma variabilidade da obstrução, compatível com asma.
A GINA 2025 orienta que toda criança de 6 a 11 anos receba tratamento contendo corticoide inalatório, evitando SABA isolado. Para sintomas frequentes e função pulmonar reduzida, opções de etapa 3 incluem corticoide inalatório em dose baixa associado a LABA com SABA de resgate, corticoide inalatório em dose média ou estratégia de manutenção e alívio com corticoide inalatório-formoterol, conforme disponibilidade e avaliação.
LABA nunca deve ser usado sem corticoide inalatório na asma. Antes de subir a etapa, é preciso verificar técnica inalatória, adesão, exposição a fumaça e alérgenos, rinite, obesidade e entendimento do plano de ação. Corticoide oral é reservado a exacerbações moderadas ou graves, não ao controle cotidiano.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Antileucotrieno é menos eficaz que corticoide inalatório na prevenção de exacerbações, e usar o corticoide apenas durante crises deixa a inflamação crônica sem controle.
B) Correta (gabarito). Interpretada como associação de corticoide inalatório e LABA para manutenção, com broncodilatador de resgate, é a única opção que oferece controlador adequado ao descontrole persistente. O LABA deve estar sempre combinado ao corticoide.
C) Incorreta. SABA e corticoide oral apenas nas exacerbações mantêm a criança sem controlador diário e aumentam exposição cumulativa a corticoide sistêmico.
D) Incorreta. LABA sem corticoide inalatório é inseguro. Ipratrópio tem papel temporário em crises moderadas ou graves, e corticoide oral não deve ser a estratégia de manutenção.