Homem de 25 anos vai à unidade de pronto atendimento (UPA) apresentando quadro de febre alta há 3 dias, associado a náuseas, mialgia, artralgia e leve dor em quadrantes superiores do abdome. Ao exame físico, o paciente encontra-se alerta, consciente e orientado; pressão arterial de 100 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 110 bpm; e frequência respiratória de 18 irpm; pulsos cheios e extremidades quentes; fígado palpável a 3 centímetros do rebordo costal direito, levemente doloroso à palpação. Os exames laboratoriais iniciais do paciente revelam os seguintes resultados:
Hepatomegalia dolorosa maior que 2 cm é sinal de alarme e transforma o caso em grupo C.
Grupo C recebe hidratação venosa; grupo D tem choque ou dano grave de órgão.
A defervescência pode marcar o início da fase crítica, não necessariamente recuperação.
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Contexto
NS1 positivo nos primeiros dias confirma dengue no contexto clínico. O paciente apresenta hepatomegalia dolorosa maior que 2 cm abaixo do rebordo costal, um sinal de alarme segundo o manual Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico do Ministério da Saúde de 2024. Isso o classifica no grupo C, mesmo sem choque.
O grupo C exige hidratação venosa imediata, hemograma e hematócrito seriados, monitorização de sinais vitais, diurese, perfusão e surgimento de extravasamento plasmático. A fase crítica costuma iniciar próximo à defervescência; por isso, melhora da febre não autoriza alta automática.
Taquicardia isolada não define choque. O paciente tem pressão diferencial de 30 mmHg, pulsos cheios, extremidades quentes e consciência preservada, sem sinais descritos de hipoperfusão. UTI é indicada no grupo D, com choque, sangramento grave, desconforto respiratório por extravasamento ou disfunção grave de órgão.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Alta com hidratação oral é adequada aos grupos A e parte do grupo B. A hepatomegalia dolorosa maior que 2 cm exige manejo do grupo C.
B) Incorreta. Retorno na defervescência é uma orientação importante para pacientes sem sinais de alarme, mas este paciente já necessita hidratação venosa e observação hospitalar.
C) Correta (gabarito). A presença de sinal de alarme indica hidratação venosa e internação ou observação prolongada com controle clínico e laboratorial.
D) Incorreta. Não há choque ou disfunção grave que imponha UTI imediata. Hidratação vigorosa e não titulada pode causar sobrecarga quando o plasma retorna ao intravascular.