Agrupadas no acrônimo TORCHSZ, as infecções congênitas e/ou perinatais são causas de significativa morbimortalidade neonatal. Os sinais e sintomas dessas enfermidades são similares, porém algumas características são mais sugestivas de determinada doença.
A questão foi anulada porque todas as alternativas misturam doenças diferentes.
Toxoplasmose: hidrocefalia, coriorretinite e calcificações difusas.
Rubéola: catarata, surdez e persistência do canal arterial.
Sífilis: coriza serossanguinolenta e pseudoparalisia de Parrot.
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Contexto
A questão foi anulada no gabarito definitivo porque nenhuma alternativa reúne um padrão correto de infecção congênita. As opções misturam achados de toxoplasmose, rubéola, sífilis, citomegalovírus e herpes simples.
Uma pegadinha frequente é trocar plaquetopenia por plaquetose. Infecções congênitas sistêmicas podem causar trombocitopenia, petéquias e púrpura, mas plaquetose não integra a apresentação clássica da toxoplasmose. Outra troca recorrente é atribuir catarata e persistência do canal arterial ao citomegalovírus, quando pertencem ao padrão da rubéola.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hidrocefalia é típica da toxoplasmose, mas plaquetose não é. Quando há alteração plaquetária em infecção congênita, o mais esperado é trombocitopenia.
B) Incorreta. Rubéola congênita é marcada por catarata, surdez e cardiopatia. Rash ulcerado, plaquetopenia e alteração liquórica não constituem seu conjunto típico.
C) Incorreta. Rinite serossanguinolenta e pseudoparalisia de Parrot apontam para sífilis congênita, não herpes simples. Catarata também não é achado clássico do herpes neonatal.
D) Incorreta. Catarata e persistência do canal arterial ou estenose de artéria pulmonar são associações clássicas da rubéola. Citomegalovírus causa sobretudo microcefalia, calcificações periventriculares e perda auditiva.