Paciente do sexo feminino, 33 anos, previamente saudável, após ter sido submetida a abdominoplastia em clínica privada, evoluiu com instabilidade hemodinâmica no pós-operatório imediato antes da alta. O cirurgião plástico que a operou pediu à família da paciente que a levasse para a unidade de pronto atendimento, onde chegou sem vida.
Omissão de estabilização e transporte seguro = negligência.
Imperícia é falha de capacidade técnica; imprudência é ação arriscada; negligência é deixar de fazer.
A responsabilidade do médico transferente persiste até a passagem segura do cuidado.
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Contexto
Negligência é a omissão de cuidado que deveria ter sido prestado; imprudência é agir assumindo risco indevido; imperícia é falta de conhecimento ou habilidade técnica. A paciente apresentou instabilidade hemodinâmica imediatamente após cirurgia e precisava de reconhecimento da complicação, suporte de vida, estabilização e remoção por transporte sanitário adequado.
A Resolução CFM sobre transporte inter-hospitalar estabelece que a responsabilidade inicial é do médico assistente ou transferente até a efetiva entrega ao serviço receptor. Paciente instável deve ser transportado com equipe, monitorização e recursos compatíveis com o risco, frequentemente suporte avançado. Entregar a remoção à família, em veículo comum e sem estabilização, caracteriza omissão assistencial.
O fato de a cirurgia ter ocorrido em clínica privada não demonstra infração por si só. Seria necessário avaliar licença, estrutura, seleção do caso e capacidade de resposta a complicações. Também não há informação técnica suficiente para afirmar que a abdominoplastia foi executada com imperícia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Operar em clínica privada não é automaticamente imprudente. A irregularidade dependeria da estrutura, autorização sanitária e adequação ao porte do procedimento.
B) Incorreta. O caso não descreve erro de técnica cirúrgica ou falta de habilidade. A falha demonstrada ocorreu no manejo da instabilidade e da transferência.
C) Correta (gabarito). O cirurgião omitiu estabilização e transporte seguro de uma paciente hemodinamicamente instável, caracterizando negligência.
D) Incorreta. Solicitar que familiares conduzam uma paciente grave não é diligência. Transferência rápida só é adequada quando organizada com suporte, comunicação prévia e continuidade assistencial.