Mulher branca de 47 anos comparece a consulta médica na unidade básica de saúde (UBS) queixando-se da presença de lesão escurecida, assimétrica e de bordas irregulares em antebraço esquerdo. Relata que, nas últimas quatro semanas, a lesão tem aumentado de tamanho e se tornado pruriginosa, com episódio de pequeno sangramento local.

Evolução é o critério mais sensível: uma lesão que muda, coça ou sangra precisa de biópsia.
Diâmetro menor que 6 mm não exclui melanoma.
A biópsia deve permitir medir Breslow, o principal dado prognóstico do tumor primário.
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Contexto
A imagem mostra lesão pigmentada assimétrica, de contorno irregular, com vários tons de marrom e preto e áreas de superfície heterogênea. Somam-se evolução rápida, prurido e sangramento, preenchendo múltiplos critérios ABCDE para suspeita de melanoma.
O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos mantém o ABCDE como regra de alerta e recomenda biópsia de toda lesão suspeita. A confirmação é histopatológica, preferencialmente por biópsia excisional com pequena margem lateral e profundidade suficiente para medir Breslow. Raspagem superficial ou cauterização prejudica o estadiamento.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A lesão clínica e a imagem exibem assimetria, bordas irregulares, policromia e evolução com sangramento, padrão altamente suspeito de melanoma.
B) Incorreta. Queratoacantoma é nódulo de crescimento rápido, geralmente cor da pele ou eritematoso, com cratera central preenchida por queratina.
C) Incorreta. Carcinoma basocelular clássico é pápula ou nódulo perláceo com telangiectasias e ulceração. Variantes pigmentadas existem, mas o padrão ABCDE e a evolução favorecem melanoma.
D) Incorreta. Carcinoma espinocelular costuma ser placa ou nódulo queratótico, infiltrado e ulcerado em pele fotoexposta, sem o padrão melanocítico policrômico mostrado.