Menino de cinco meses é levado para consulta de rotina. Nasceu com idade gestacional de 28 semanas, com boa evolução na internação e recebeu alta para acompanhamento ambulatorial. O bebê está bem, mas teve um episódio de infecção respiratória leve. A família está preocupada com eventuais complicações que o bebê possa ter, uma vez que o inverno está chegando e os pais querem proteger a criança.
Gabarito histórico: prematuro até 28 semanas e 6 dias, menor de 1 ano na sazonalidade, recebia palivizumabe.
Atualização de 2026: o SUS iniciou transição para nirsevimabe, de ação prolongada e dose única.
Anticorpo monoclonal não substitui higiene, ausência de fumaça e calendário vacinal.
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Contexto
O bebê nasceu com 28 semanas e tem 5 meses, portanto atravessará sua primeira sazonalidade do vírus sincicial respiratório com alto risco de bronquiolite grave e hospitalização. Pelos critérios historicamente usados pelo Ministério da Saúde, prematuros com idade gestacional igual ou inferior a 28 semanas e 6 dias, menores de 1 ano no início da sazonalidade, tinham indicação de palivizumabe.
O palivizumabe é anticorpo monoclonal intramuscular administrado mensalmente durante a sazonalidade, não vacina e não trata infecção ativa. Deve ser acompanhado de higiene das mãos, evitar contato com pessoas sintomáticas, não exposição a fumaça, ventilação adequada e manutenção das vacinas de rotina.
Há uma atualização relevante. O Ministério da Saúde publicou em 2026 protocolo de uso do nirsevimabe, anticorpo de ação prolongada em dose única, com transição progressiva em relação ao palivizumabe e ampliação da proteção de prematuros. O gabarito B deve ser mantido porque corresponde à política vigente quando a questão foi elaborada e continua sendo a única alternativa conceitualmente correta, mas a escolha atual entre palivizumabe e nirsevimabe depende do protocolo de transição e da disponibilidade no SUS local.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A vacina influenza é iniciada aos 6 meses, não aos 5. Restrição indiscriminada de visitas não substitui imunoprofilaxia e medidas proporcionais de prevenção.
B) Correta (gabarito). O prematuro extremo menor de 1 ano preenchia critério para palivizumabe, além de orientações preventivas. Na prática atual, deve-se verificar o protocolo de nirsevimabe de 2026.
C) Incorreta. Atualizar vacinas é necessário, mas encaminhar rotineiramente à infectologia não oferece a proteção específica contra VSR indicada neste caso.
D) Incorreta. Omalizumabe é anticorpo anti-IgE usado em asma alérgica grave e outras doenças específicas. Não previne bronquiolite por VSR.