Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia.
Pegadinha central: 10 minutos sem placenta, com paciente estável e sem sangramento, não é indicação de curagem ou remoção invasiva.
Tração controlada significa puxar o cordão com contratração ou estabilização uterina suprapúbica, não tracionar isoladamente.
OMS 2025 mantém uterotônico profilático para todos os partos; oxitocina 10 UI é opção preferencial quando disponível.
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Contexto
A paciente está no terceiro período do parto, que vai do nascimento do feto à expulsão da placenta. Apenas 10 minutos se passaram, ela está hemodinamicamente estável e não há hemorragia. Isso não caracteriza retenção placentária nem exige manobra invasiva.
As recomendações consolidadas da OMS de 2025 para prevenção de hemorragia pós-parto recomendam um uterotônico profilático para todos os partos, preferencialmente oxitocina 10 UI por via intramuscular ou intravenosa quando disponível. A tração controlada do cordão pode ser utilizada por profissional treinado no parto vaginal, com estabilização uterina suprapúbica, reduzindo discretamente a perda sanguínea e a duração do terceiro período. É a manobra cobrada pela alternativa B.
A tração não deve ser uma puxada simples do cordão. Esperam-se contração uterina e sinais de separação placentária, e a mão suprapúbica estabiliza o útero para reduzir risco de inversão uterina. Manobras uterinas agressivas ou exploração da cavidade não são justificadas em uma mulher estável apenas 10 minutos após o parto.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A observação passiva pode fazer parte do manejo fisiológico, mas a questão pede a conduta do manejo ativo do terceiro período. Em ambiente assistido, a tração controlada do cordão é uma medida adequada quando realizada por profissional capacitado.
B) Correta (gabarito). Tração controlada do cordão associada à estabilização uterina suprapúbica é a técnica correta para auxiliar a dequitação, evitando tração desprotegida que poderia favorecer inversão uterina.
C) Incorreta. Dez minutos sem saída da placenta não justificam curagem. Instrumentar a cavidade uterina sem retenção estabelecida ou hemorragia acrescenta risco de trauma, perfuração e infecção.
D) Incorreta. Um uterotônico profilático já integra a prevenção da hemorragia pós-parto, mas administrar dose adicional e massagear o útero não é a resposta para uma placenta ainda não expulsa em 10 minutos sem atonia ou sangramento. A manobra específica de dequitação oferecida é a tração controlada.