Paciente de 35 anos, contente por sua primeira gravidez, começa o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de seu bairro. Durante a consulta de enfermagem, é identificado, no exame das mamas, um nódulo na mama direita. Quando informada sobre esse achado, a paciente relata que sua mãe teve câncer de mama aos 38 anos.
Nódulo na gestante é investigado agora, não após o parto.
Ultrassom primeiro; mamografia e biópsia são seguras quando indicadas.
Parente de primeiro grau com câncer jovem reforça avaliação de risco hereditário, mas não substitui a investigação do nódulo atual.
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Contexto
Nódulo mamário palpável durante a gravidez é uma condição diagnóstica e não deve ser atribuído automaticamente às alterações hormonais nem adiado até o puerpério. O câncer associado à gestação frequentemente é diagnosticado tardiamente porque massas são inicialmente consideradas fisiológicas.
Os Critérios de Adequação do American College of Radiology para imagem mamária na gestação indicam ultrassonografia como exame inicial. Ela diferencia lesão sólida de cística, avalia linfonodos e guia biópsia. Mamografia pode ser realizada quando a ultrassonografia é suspeita, negativa diante de massa persistente ou para avaliar extensão e calcificações; a dose fetal é muito baixa.
A proteção abdominal era recomendada tradicionalmente e aparece na alternativa. Orientações modernas de radioproteção consideram o avental abdominal desnecessário na maioria dos exames porque a radiação espalhada é mínima, mas isso não muda o ponto central: mamografia não é contraindicada na gestação. Lesão suspeita deve ser submetida a biópsia percutânea com agulha grossa, procedimento seguro.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Biópsia pode ser necessária, mas não é a primeira etapa sem caracterização por imagem. A ultrassonografia define o alvo e a categoria de suspeição.
B) Incorreta. Nódulo mamário não transforma isoladamente a gestação em alto risco obstétrico. A paciente precisa de investigação mamária rápida.
C) Correta (gabarito). A ultrassonografia é inicial, e a mamografia pode complementar sem esperar o fim da gravidez. A história materna aos 38 anos reforça a necessidade de avaliação genética posterior.
D) Incorreta. Adiar por meses pode permitir progressão de neoplasia. Gravidez não impede ultrassonografia, mamografia ou biópsia indicada.