Um médico recém-contratado para atuar como gerente de uma unidade básica de saúde (UBS) em uma cidade com 35.000 habitantes agendou uma reunião com a equipe para tratar de visitas domiciliares. Seu objetivo é propor uma investigação com enfoque em doenças crônicas não transmissíveis, na população residente com 18 anos ou mais de idade. O médico visa melhorar, em um curto período de tempo, o planejamento de cuidados de saúde dessa população.
Retrato da população em um único momento = transversal = prevalência.
Transversal planeja serviços bem, mas não demonstra com segurança a sequência temporal causa e efeito.
Coorte acompanha; caso-controle olha para trás; ensaio intervém.
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Contexto
O objetivo é estimar, em pouco tempo, a frequência de doenças crônicas em adultos de uma população definida. O desenho que observa exposição e desfecho em um recorte temporal único é o estudo transversal. Sua medida característica é a prevalência.
O estudo transversal é rápido e útil para planejamento de serviços, dimensionamento de demanda e identificação de grupos prioritários. Sua limitação é a temporalidade: como exposição e desfecho são medidos juntos, geralmente não se sabe qual ocorreu primeiro, o que reduz a capacidade de inferir causalidade.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Permite medir a prevalência de doenças crônicas na população adulta em um único levantamento, atendendo ao objetivo de planejamento rápido.
B) Incorreta. Estudo experimental exige intervenção atribuída pelo pesquisador e comparação de resultados, algo que não faz parte do levantamento descrito.
C) Incorreta. Caso-controle selecionaria pessoas com e sem determinada doença para comparar exposições passadas. Não é o desenho mais direto para estimar prevalência populacional.
D) Incorreta. Coorte prospectiva exige seguimento no tempo para medir incidência, sendo mais demorada e cara do que o necessário.