Gestação prolongada e indução do parto

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 39
INEP · 2025

Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade.

Considerando o quadro clínico apresentado e a idade gestacional, a conduta é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Com 41 semanas completas, a gestação é classificada como termo tardio; pós-termo começa em 42 semanas. A partir de 41 semanas aumenta progressivamente o risco de óbito fetal, aspiração de mecônio, oligodrâmnio, macrossomia e complicações do parto, razão pela qual não se deve simplesmente aguardar além de 42 semanas.

O Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, de 2022, lista gestação com 41 semanas como indicação para indução do parto. Portanto, a leitura atual não deve ser a de esperar passivamente até 41 semanas e 6 dias. O correto é oferecer e planejar a resolução a partir de 41 semanas; se houver breve manejo expectante em gestante de baixo risco com avaliação fetal tranquilizadora, ele deve ser acompanhado de vigilância fetal seriada e ter limite definido antes do pós-termo.

O perfil biofísico normal de ontem é tranquilizador para aquele momento, mas não elimina a necessidade de plano de resolução. Cardiotocografia e avaliação do volume de líquido amniótico ou perfil biofísico podem ser repetidos em intervalos curtos durante o período de vigilância. Dopplervelocimetria não é exame de rotina apenas porque a gestação chegou a 41 semanas; ela ganha papel quando há suspeita de insuficiência placentária, restrição de crescimento ou outra indicação específica.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Repouso domiciliar não reduz os riscos do termo tardio e postergar a indução para depois de 42 semanas expõe mãe e feto a risco crescente. A resolução deve ser planejada antes do pós-termo.

B) Incorreta. Dopplervelocimetria não é exame obrigatório para toda gestante de baixo risco que atinge 41 semanas. Sem restrição de crescimento, doença placentária ou outra indicação, ela não define o manejo de rotina.

C) Incorreta. Amnioscopia não é estratégia moderna de rotina para decidir a conduta na gestação de termo tardio. A presença ou ausência de mecônio observada por esse método não substitui vigilância fetal e planejamento da indução.

D) Correta (gabarito). É a alternativa que combina vigilância fetal seriada com resolução antes de 42 semanas. À luz do Ministério da Saúde de 2022, a indução já deve ser oferecida ou planejada ao atingir 41 semanas; o trecho 'até 41 semanas e 6 dias' deve ser entendido como limite de espera, e não como motivo para adiar rotineiramente a indução até o último dia.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: 41 semanas é termo tardio; 42 semanas é pós-termo. Não espere passar de 42 semanas para começar a pensar em indução.

  • O Ministério da Saúde de 2022 já considera 41 semanas uma indicação de indução do parto.

  • Se houver manejo expectante curto, faça vigilância fetal seriada e mantenha um limite claro para resolução.

  • Doppler não é exame de rotina apenas por idade gestacional avançada em gestante de baixo risco.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Gestação prolongada e indução do parto” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →