Menino de 10 meses é atendido em unidade básica de saúde (UBS) com história de febre alta iniciada há 4 dias (até 39 °C), com 3 picos por dia, inicialmente sem outros sintomas associados, evoluindo com exantema maculopapular em região cervical e tronco. Não apresentou febre nas últimas 18 horas.
Na roséola, a febre desaparece e só depois o exantema surge.
Sarampo apresenta febre com o exantema e pródromo de tosse, coriza e conjuntivite.
Exantema súbito típico é diagnóstico clínico e não precisa de sorologia.
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Contexto
Febre alta por três a cinco dias em lactente, seguida de desaparecimento abrupto da febre e surgimento de exantema maculopapular no tronco e pescoço, é a sequência clássica do exantema súbito ou roséola, causado principalmente pelo herpes-vírus humano 6 e, menos frequentemente, pelo tipo 7.
O diagnóstico é clínico em criança bem após a defervescência. Durante a fase febril, convulsão febril pode ocorrer pela elevação rápida da temperatura. Não há antibiótico nem antiviral de rotina; o manejo é hidratação e antitérmico para conforto.
Sarampo costuma manter febre durante o aparecimento do exantema e associa tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik, com progressão craniocaudal. Diante desse conjunto ou de vínculo epidemiológico, é necessária notificação e investigação laboratorial. Esses elementos não foram descritos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Doença mão-pé-boca exige enantema oral e lesões vesiculares em mãos, pés e, por vezes, nádegas. A distribuição e a sequência febre-exantema não correspondem.
B) Incorreta. Idade menor de um ano isoladamente não obriga excluir sarampo por laboratório quando o quadro é típico de roséola e faltam manifestações respiratórias e epidemiologia compatível.
C) Correta (gabarito). A defervescência seguida do exantema em lactente é suficientemente característica para diagnóstico clínico, sem exames de rotina.
D) Incorreta. Escarlatina associa faringite estreptocócica, língua em framboesa e exantema áspero tipo lixa enquanto a criança permanece febril.