Paciente de 21 anos, com vacinação HPV completa, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) e apresenta resultado da citologia do colo uterino realizada em consulta anterior. O laudo citopatológico descreve: “Atipias celulares escamosas, de significado indeterminado (ASCUS)”.
Pegadinha central: quanto mais jovem, mais conservador é o manejo de ASC-US por causa da alta regressão espontânea.
Gabarito da questão: menor de 25 anos com ASC-US no algoritmo citológico antigo, repetir em 3 anos.
Mudança de diretriz: desde 2025, o Brasil adotou DNA-HPV como rastreamento primário dos 25 aos 64 anos.
Vacina contra HPV não autoriza abandonar o rastreamento futuro nem muda sozinha a conduta de um exame alterado.
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Contexto
ASC-US significa células escamosas atípicas de significado indeterminado. É a alteração citológica limítrofe mais comum e, em pessoas jovens, frequentemente representa infecção transitória por HPV com alta probabilidade de regressão espontânea.
O gabarito B reflete o protocolo citológico brasileiro tradicional para mulheres com menos de 25 anos: diante de ASC-US, a conduta conservadora é repetir a citologia em 3 anos, evitando colposcopia imediata e excesso de investigação em uma faixa etária na qual a maioria das alterações regride.
Há uma mudança importante nas diretrizes brasileiras atuais. A Portaria Conjunta SAES e SECTICS nº 13 de 2025 instituiu progressivamente o teste molecular de DNA-HPV oncogênico como exame primário de rastreamento, com população-alvo de 25 a 64 anos. Portanto, uma pessoa de 21 anos, assintomática e de risco habitual nem deveria estar em rastreamento cervical de rotina pela estratégia atual.
Como o exame já foi realizado e a questão cobra o algoritmo citológico anterior, mantém-se o gabarito oficial. A vacinação contra HPV reduz risco populacional de infecção e lesões, mas não transforma ASC-US em indicação de colposcopia imediata nem justifica intensificar rastreamento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Repetir em 6 meses seria uma estratégia mais intensiva do que a indicada para ASC-US em mulher com menos de 25 anos no algoritmo citológico cobrado pela prova.
B) Correta (gabarito). Pelo protocolo citológico tradicional usado na questão, ASC-US em paciente de 21 anos deve ser acompanhado conservadoramente com nova citologia em 3 anos. A diretriz nacional atual de 2025 mudou o método primário e hoje inicia o rastreamento de risco habitual aos 25 anos.
C) Incorreta. O intervalo de 12 meses é usado em outros contextos e faixas etárias, mas não corresponde ao manejo conservador de ASC-US abaixo de 25 anos adotado pela referência da questão.
D) Incorreta. Colposcopia imediata exporia uma paciente jovem, com alta chance de regressão espontânea, a investigação excessiva. ASC-US isolado nessa faixa etária não justifica esse encaminhamento.