Lactente masculino, 1 ano, apresentou irritabilidade, febre elevada e persistente, dor abdominal, hiporexia e vômitos, sendo levado ao serviço de pronto-atendimento. Exame físico: taquicardia, sem demais alterações. Exames realizados confirmaram infecção urinária. Foi prescrita amoxicilina com clavulanato por 10 dias e, como é o 3° episódio semelhante desde o nascimento, foi orientado retorno ambulatorial após o término do tratamento para acompanhamento e investigação. Ultrassonografia de rins e vias urinárias não evidenciou malformações, sendo necessários novos exames para investigar cicatrizes renais.
Pegadinha central: DMSA é estático e procura cicatriz; MAG3 ou DTPA são dinâmicos e estudam drenagem.
ITU febril recorrente em criança aumenta preocupação com dano renal e refluxo vesicoureteral.
DMSA para cicatriz costuma ser realizado meses após o episódio agudo, não imediatamente, para não confundir inflamação transitória com sequela.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O lactente apresentou três episódios de infecção urinária febril, quadro que levanta preocupação com pielonefrite recorrente e dano cortical renal. Ultrassonografia normal exclui muitas malformações estruturais evidentes, mas não é sensível para detectar todas as cicatrizes do parênquima.
O exame clássico para pesquisar cicatriz renal é a cintilografia renal estática com DMSA. O radiofármaco é captado pelo córtex renal, permitindo identificar áreas com redução focal de captação, compatíveis com defeitos parenquimatosos e cicatrizes.
A diretriz NICE para infecção urinária em menores de 16 anos, publicada em 2022, recomenda DMSA em 4 a 6 meses após a infecção aguda em crianças selecionadas com ITU atípica ou recorrente. Isso evita confundir inflamação aguda transitória com cicatriz permanente.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cistografia radioisotópica direta é utilizada principalmente para detectar e acompanhar refluxo vesicoureteral. Ela não mapeia adequadamente cicatrizes corticais.
B) Incorreta. Cintilografia renal dinâmica avalia perfusão, função relativa e escoamento urinário, sendo útil sobretudo em suspeita de obstrução. Não é o exame de escolha para cicatriz renal.
C) Correta (gabarito). A cintilografia renal estática com DMSA é o método nuclear de escolha para demonstrar defeitos corticais e cicatrizes após episódios de pielonefrite recorrente.
D) Incorreta. Urografia excretora foi historicamente utilizada para estudo anatômico do trato urinário, mas foi substituída por métodos mais seguros e específicos na investigação pediátrica. Não é o exame indicado para mapear cicatriz cortical.