Mulher de 45 anos foi levada para consulta na casa de saúde indígena da capital do estado, com febre (até 39°C), tosse, dor de garganta, cefaleia, mialgia e artralgia iniciados há cerca de 36 horas. Outros 5 pacientes da mesma comunidade indígena apresentaram quadro semelhante no mesmo período. No dia da consulta, a paciente começou a se queixar de leve falta de ar. Ao exame físico apresentava parâmetros dentro da normalidade, exceto pela febre (39 °C) e por estertores crepitantes na base pulmonar direita. Frequência respiratória de 22 irpm e pressão arterial é de 120 x 80 mmHg.
Síndrome gripal em surto + febre alta + mialgia sugere influenza; estertor e dispneia indicam complicação pulmonar.
Oseltamivir deve começar sem esperar teste, preferencialmente nas primeiras 48 horas.
Populações indígenas têm maior risco de complicações e barreiras de acesso, justificando limiar baixo para tratamento e observação.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Início abrupto de febre alta, cefaleia, mialgia, artralgia, dor de garganta e tosse em várias pessoas da mesma comunidade sugere surto de influenza. Estertores focais e dispneia indicam acometimento de trato respiratório inferior, compatível com pneumonia viral ou síndrome respiratória aguda em evolução.
A Nota Técnica Conjunta do Ministério da Saúde de 2026 recomenda oseltamivir para todos os casos de síndrome respiratória aguda grave e para síndrome gripal em pessoas com fatores de risco. Povos indígenas aldeados ou com dificuldade de acesso integram grupos de maior vulnerabilidade. O tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas, sem esperar confirmação laboratorial, mas ainda pode beneficiar casos graves iniciados depois.
Além do antiviral, é necessário avaliar necessidade de hospitalização, radiografia, oximetria seriada, testagem para vírus respiratórios e sinais de coinfecção bacteriana. O oseltamivir usual no adulto é 75 mg por via oral a cada 12 horas por 5 dias, com ajuste renal. Antibiótico é acrescentado quando há evidência de pneumonia bacteriana, não de forma automática.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O padrão agudo em agrupamento comunitário favorece influenza com pneumonia viral, e o oseltamivir deve ser iniciado precocemente em paciente vulnerável com sinal respiratório.
B) Incorreta. Tuberculose evolui por semanas ou meses, com tosse persistente, perda de peso e sudorese noturna. Não produz surto de sintomas intensos em 36 horas.
C) Incorreta. Pneumonia bacteriana isolada não explica tão bem o agrupamento de cinco casos com síndrome gripal. Ceftriaxona e amoxicilina juntas também não formam um esquema ambulatorial habitual.
D) Incorreta. Resfriado comum costuma causar rinorreia e sintomas leves. Febre de 39 °C, dispneia e estertores afastam quadro simples.