Mãe leva recém-nascido de 5 dias à Unidade Básica de Saúde (UBS) para a primeira consulta, conforme orientação na alta da maternidade. A criança está bem, sendo amamentada no peito, porém, em alguns horários da amamentação, a mãe oferece fórmula, pois suas mamas estão doendo e às vezes sangram.
Pegadinha central: fissura mamilar pede correção da pega, não descanso da mama com fórmula.
Mamadas mais espaçadas favorecem ingurgitamento e podem piorar o problema.
OMS e Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo até 6 meses.
Dor que persiste durante toda a mamada é um sinal prático de pega inadequada até que se prove outra causa.
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Contexto
Fissura ou trauma mamilar nos primeiros dias de vida do bebê é quase sempre um sinal de que algo na técnica precisa ser corrigido, especialmente pega e posicionamento inadequados. Dor intensa e sangramento não são motivos, por si só, para substituir o leite materno por fórmula.
A recomendação do Ministério da Saúde e da OMS é aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses, em livre demanda. Para que a lesão cicatrize e não se repita, é necessário observar uma mamada completa, corrigir a pega, posicionar o bebê adequadamente e evitar que a mama fique excessivamente cheia.
Na pega adequada, a boca do bebê está bem aberta, o queixo toca a mama, o lábio inferior fica evertido e há maior quantidade de aréola visível acima da boca do que abaixo. A dor persistente durante toda a mamada sugere pega inadequada e exige nova correção.
Se houver dor desproporcional, febre, eritema extenso, secreção purulenta, candidíase suspeita ou lesão que não melhora após correção da técnica, outras causas devem ser investigadas. Sangue proveniente de fissura pode assustar a família, mas em uma mãe sem contraindicação específica não exige suspensão rotineira do aleitamento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fissura mamilar isolada não é indicação para interromper amamentação nem substituir leite materno por fórmula. Isso reduz estímulo mamário e pode favorecer ingurgitamento e queda da produção.
B) Correta (gabarito). Manter aleitamento materno exclusivo, corrigir pega, oferecer a mama nos primeiros sinais de fome e prevenir ingurgitamento trata a causa mais provável da fissura e protege a lactação.
C) Incorreta. Aumentar o intervalo entre mamadas reduz esvaziamento, favorece ingurgitamento e pode piorar a pega quando o bebê chega à mama chorando e muito faminto. Compressas não corrigem a causa mecânica do trauma.
D) Incorreta. Uma pausa com fórmula não é necessária para fissuras comuns e pode dificultar o retorno ao aleitamento exclusivo. A prioridade é corrigir técnica e manter esvaziamento eficaz da mama.