Atendimento inicial ao politraumatizado (ATLS)

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 74
INEP · 2025

Paciente de 80 anos, sexo masculino, caiu de cadeira de 0,5 m de altura. Foi conduzido a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) por terceiros. Teve traumatismo craniano e perda da consciência por 5 minutos, escala de coma de Glasgow de 13. Apresenta um ferimento cortocontuso de 10 cm de extensão, com sangramento profuso, no couro cabeludo, em região occipital. Queixa-se de cefaleia moderada.

Qual é a conduta adequada para esse paciente?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Este idoso sofreu traumatismo cranioencefálico com alteração do nível de consciência. Glasgow 13, perda de consciência por 5 minutos, idade de 80 anos e cefaleia tornam inadequada qualquer proposta de observação domiciliar em uma UBS.

A diretriz NICE de traumatismo craniano de 2023 considera a tomografia de crânio o exame de escolha para detectar lesão intracraniana aguda. Em adultos com perda de consciência ou amnésia, idade igual ou superior a 65 anos já é fator que indica tomografia. Além disso, Glasgow abaixo de 15 que persiste após o trauma aumenta ainda mais a preocupação e exige avaliação hospitalar.

A radiografia simples do crânio não substitui tomografia para pesquisar hematoma intracraniano. O ferimento de 10 cm no couro cabeludo também precisa de hemostasia, limpeza e fechamento adequado. Couro cabeludo é altamente vascularizado e pode produzir perda sanguínea relevante, especialmente em idosos.

Como a UBS não dispõe da estrutura necessária para investigação e vigilância neurológica, o paciente deve ser estabilizado, ter o sangramento controlado e ser transferido a serviço com tomografia e capacidade de trauma.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Sutura é necessária para controlar e reparar a ferida, mas observação domiciliar é insegura diante de Glasgow 13, perda de consciência e idade avançada.

B) Incorreta. Curativo compressivo pode ajudar temporariamente na hemostasia, porém não resolve definitivamente uma laceração extensa e não substitui investigação hospitalar do TCE.

C) Incorreta. Radiografia de crânio não é exame adequado para excluir hemorragia intracraniana. A investigação necessária é tomografia de crânio, indisponível na alternativa.

D) Correta (gabarito). O ferimento deve ser reparado ou ter hemostasia segura conforme condições locais, e o paciente precisa ser transferido para hospital de trauma, onde será submetido a avaliação neurológica seriada e tomografia.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: no TCE, radiografia de crânio não exclui lesão intracraniana; o exame é tomografia.

  • Idade igual ou superior a 65 anos mais perda de consciência aumenta a indicação de TC.

  • Glasgow 13 não é paciente para casa, mesmo após queda de baixa altura.

  • Ferida de couro cabeludo pode sangrar muito e precisa de hemostasia ativa.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Atendimento inicial ao politraumatizado (ATLS)” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →