Doença hemolítica perinatal

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 44
INEP · 2025

Paciente, G3P1A, gestação de 13 semanas, datada pela ecografia de 8 semanas, procura atendimento com queixa de sangramento vaginal há 3 dias, em pequena quantidade. A tipagem sanguínea anotada em seu cartão de pré-natal é A negativo. Ela desconhece a tipagem sanguínea de seu companheiro. Ao exame ginecológico, nota-se sangramento vaginal em moderada quantidade e colo uterino fechado. Solicitado teste de coombs indireto, com resultado positivo.

Diante desse contexto, a conduta médica adequada é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Gestante RhD negativa com Coombs indireto positivo apresenta anticorpos eritrocitários maternos circulantes. O próximo passo técnico é identificar a especificidade do anticorpo e quantificar seu título. Se o anticorpo for anti-D imune, a paciente já está aloimunizada e a imunoglobulina anti-D não reverte nem trata essa sensibilização.

A gestação deve ser acompanhada no pré-natal de alto risco. O risco fetal depende do anticorpo, do título, da história obstétrica e do antígeno paterno ou fetal. Quando há risco significativo de anemia fetal, a vigilância utiliza Doppler da artéria cerebral média; velocidade sistólica de pico acima de 1,5 múltiplo da mediana sugere anemia moderada ou grave e pode indicar investigação invasiva e transfusão intrauterina.

A imunoglobulina anti-D é profilaxia para gestantes RhD negativas não sensibilizadas, em situações de risco de hemorragia fetomaterna e rotineiramente no período gestacional conforme protocolo. Um teste positivo não implica inviabilidade gestacional, mas exige organização de seguimento especializado.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Aloimunização aumenta risco de anemia e doença hemolítica fetal, mas muitas gestações evoluem bem com monitorização e tratamento oportuno.

B) Incorreta. A anti-D é preventiva e costuma ser administrada por via intramuscular. Se já existe anti-D imune, não há benefício em aplicá-la para desfazer a sensibilização.

C) Incorreta. Identificar o anticorpo e avaliar o pai pode integrar a investigação, mas simplesmente repetir o Coombs e aguardar a tipagem paterna é insuficiente. O encaminhamento de alto risco não deve ser retardado.

D) Correta (gabarito). Coombs indireto positivo exige pré-natal de alto risco, identificação e titulação do anticorpo e monitoramento direcionado para anemia fetal.

Bizu MedBoard
  • Rh negativo com Coombs indireto positivo não recebe anti-D como solução: já há anticorpo e é preciso investigar aloimunização.

  • Coombs positivo não significa gestação inviável.

  • Doppler de cerebral média acima de 1,5 múltiplo da mediana é o marcador não invasivo clássico de anemia fetal relevante.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença hemolítica perinatal” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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