Doença venosa: TVP e varizes

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Questão 98
INEP · 2026

Durante um plantão, um médico foi chamado para avaliar um paciente masculino, 62 anos, no 3o dia pós-operatório de retossigmoidectomia abdominal convencional por câncer colorretal. A queixa era de dor em panturrilha direita, com edema assimétrico, aumento da temperatura local e empastamento à palpação. Os pulsos distais estavam palpáveis e havia estabilidade hemodinâmica, sem dispneia ou dor torácica. Os exames disponíveis mostram função renal preservada e contagem de plaquetas dentro da normalidade.

Diante do quadro apresentado, a conduta para o momento é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Câncer ativo, cirurgia abdominal de grande porte, imobilização e edema unilateral doloroso tornam alta a probabilidade pré-teste de trombose venosa profunda. Empastamento, calor e aumento assimétrico da panturrilha são sugestivos, mas não confirmam o diagnóstico. O exame inicial é a ultrassonografia venosa com compressão e Doppler.

O D-dímero é útil para excluir TVP quando a probabilidade clínica é baixa e o resultado é negativo. No pós-operatório e no câncer, ele costuma estar elevado por motivos não trombóticos, portanto sua especificidade é muito baixa. Diretrizes como a NICE recomendam ultrassonografia proximal rápida quando a TVP é provável.

Como o paciente está estável, sem sinais de embolia pulmonar, e acabou de realizar cirurgia com risco hemorrágico, a confirmação imediata por imagem orienta anticoagulação terapêutica segura. Se o exame não puder ser obtido em poucas horas, recomendações atuais permitem anticoagulação terapêutica interina após avaliação do risco de sangramento, mas essa situação de atraso não foi descrita.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Trombólise sistêmica não é tratamento de rotina para TVP de panturrilha ou membro inferior estável. Fica reservada a situações selecionadas, como trombose extensa com ameaça ao membro e baixo risco hemorrágico.

B) Incorreta. D-dímero seriado não confirma TVP e tende a estar elevado após cirurgia e em câncer. A probabilidade clínica alta já indica imagem.

C) Incorreta. A alternativa não informa dose por peso e a administração uma vez ao dia pode representar apenas profilaxia, insuficiente para TVP estabelecida. No pós-operatório recente, a decisão terapêutica deve considerar confirmação e risco de sangramento.

D) Correta (gabarito). Doppler venoso é o exame confirmatório inicial e deve ser obtido com urgência, permitindo distinguir trombose proximal, distal e diagnósticos alternativos antes de definir o esquema terapêutico.

Bizu MedBoard
  • TVP provável no pós-operatório pede Doppler, não D-dímero.

  • D-dímero exclui doença em baixa probabilidade; cirurgia e câncer geram muitos falsos positivos.

  • Se a imagem atrasar, avalie anticoagulação terapêutica interina, mas sempre pese o risco hemorrágico da cirurgia recente.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença venosa: TVP e varizes” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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