Mulher tabagista, 38 anos, procura Unidade Básica de Saúde após recente falecimento do pai por adenocarcinoma de pulmão. Afirma que gostaria de ajuda para parar de fumar, pois falhou nas 5 vezes em que havia tentado por conta própria nos últimos anos. Relata tabagismo de 20 cigarros por dia desde os 18 anos de idade e que, nas tentativas de cessação, fez uso de “chicletes de nicotina”, sem orientação médica. Nega uso de álcool, outras substâncias psicoativas ou medicamentos. Não apresenta queixas depressivas, ansiosas ou psicóticas.
Medicamento sem abordagem comportamental perde eficácia; tratamento do tabagismo é combinado.
Bupropiona reduz fissura e abstinência, mas é contraindicada em epilepsia e transtornos alimentares.
Uso incorreto de goma de nicotina não significa falha verdadeira da reposição.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A paciente fuma 20 cigarros por dia há 20 anos, apresenta dependência relevante e fracassou em cinco tentativas sem acompanhamento estruturado. O PCDT do Tabagismo do Ministério da Saúde de 2020 recomenda combinar abordagem cognitivo-comportamental intensiva com farmacoterapia quando há dependência ou tentativas prévias malsucedidas. Entre os medicamentos de primeira linha oferecidos no SUS estão terapia de reposição de nicotina e bupropiona.
A bupropiona inibe a recaptação de noradrenalina e dopamina e reduz fissura, irritabilidade e outros sintomas de abstinência. Um esquema habitual é 150 mg pela manhã nos três primeiros dias e depois 150 mg duas vezes ao dia, com intervalo mínimo de oito horas, iniciando antes da data escolhida para parar. Deve-se verificar contraindicações, especialmente epilepsia, transtorno alimentar, uso de inibidor da monoaminoxidase e situações de retirada abrupta de álcool ou sedativos.
O uso anterior de goma de nicotina sem orientação não comprova falha da reposição, porque dose, técnica e combinação podem ter sido inadequadas. Ainda assim, entre as alternativas, a bupropiona é a opção correta e deve ser associada ao grupo, não prescrita como intervenção isolada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fluoxetina trata depressão e alguns transtornos ansiosos, mas não é medicamento aprovado como primeira linha para cessação do tabagismo em paciente sem essas comorbidades.
B) Incorreta. Dissulfiram produz reação aversiva ao álcool e pode ser usado em situações selecionadas de transtorno por uso de álcool. Não atua sobre dependência de nicotina.
C) Correta (gabarito). Bupropiona é uma opção de primeira linha prevista no protocolo do Ministério da Saúde e está indicada em tabagista motivada, com múltiplas tentativas frustradas e sem contraindicação relatada.
D) Incorreta. Diazepam não reduz de forma específica a dependência nicotínica, prejudica atenção e coordenação e acrescenta risco de tolerância e dependência.