Infecções sexualmente transmissíveis

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 19
INEP · 2026

Mulher, 22 anos, gestante de 8 semanas, realiza teste rápido para sífilis na Unidade Básica de Saúde, com resultado reagente. Nega sintomas ou lesões genitais e demonstra preocupação sobre como informar ao parceiro, com quem mantém relacionamento estável há cerca de 1 ano. Relata relações sexuais atuais com outras parcerias e questiona a necessidade de tratá-las.

Além do aconselhamento pós-teste, qual é o manejo adequado para a essa situação?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Na gestação, teste rápido reagente para sífilis indica tratamento imediato com benzilpenicilina benzatina, sem aguardar confirmação por outro método, devido ao risco de transmissão vertical. O VDRL deve ser coletado para estabelecer o título basal e acompanhar a resposta, mas sua coleta não pode atrasar a primeira dose.

O esquema depende do estágio clínico. Sífilis recente recebe 2,4 milhões de unidades intramusculares em dose única; sífilis tardia ou de duração ignorada recebe 2,4 milhões de unidades intramusculares semanalmente por três semanas. Na ausência de documentação que permita classificar a infecção como recente, deve-se tratar como duração ignorada.

As parcerias sexuais devem ser comunicadas de modo confidencial, testadas e tratadas conforme exposição e estágio, com apoio ativo da equipe. O manejo das parcerias reduz reinfecção materna, falha aparente do tratamento e sífilis congênita.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Entregar prescrições para a gestante repassar transfere a responsabilidade da abordagem, não garante avaliação das parcerias e pode comprometer confidencialidade, aconselhamento e adesão.

B) Correta (gabarito). A gestante deve receber penicilina imediatamente, e a equipe deve oferecer apoio para convocar, avaliar e tratar todas as parcerias relevantes.

C) Incorreta. O VDRL deve ser solicitado no mesmo atendimento, porém não é necessário aguardar seu resultado para iniciar o tratamento da gestante.

D) Incorreta. O FTA-ABS é treponêmico e tende a permanecer reagente por longo prazo; não substitui o VDRL de acompanhamento nem justifica adiar a penicilina.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é esperar confirmação: gestante com teste reagente inicia penicilina no mesmo atendimento.

  • VDRL serve para titulação e seguimento, não para autorizar o início do tratamento.

  • Sem tratamento das parcerias, permanece o risco de reinfecção e sífilis congênita.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Infecções sexualmente transmissíveis” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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