Mulher, 39 anos, assintomática, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. O histórico da paciente registra dois exames citopatológicos anteriores consecutivos, realizados há 3 e 4 anos, respectivamente, com resultados normais. Ela questiona sobre a necessidade de realizar o exame preventivo (papanicolau).
DNA-HPV negativo muda o intervalo para cinco anos, não dá alta definitiva.
O novo recorte que passou a cair é rastreamento primário molecular, com citologia reflexa quando indicada.
HPV 16 ou 18 positivo tem maior risco e conduz a avaliação colposcópica no fluxo protocolar.
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Contexto
O Ministério da Saúde incorporou em 2025 o rastreamento primário por teste molecular para DNA de HPV oncogênico. Para pessoas com colo do útero, assintomáticas e de risco habitual, o rastreamento começa aos 25 anos e se estende, em regra, até os 64 anos. Quando o teste de HPV é negativo, o risco de lesão precursora relevante nos anos seguintes é baixo e o intervalo passa a ser de cinco anos.
A paciente tem 39 anos e seu último exame ocorreu há três anos, portanto está no momento de migrar para a estratégia molecular. A coleta por profissional facilita o aproveitamento da mesma amostra para testes reflexos. A autocoleta pode ampliar acesso em situações previstas, mas um resultado negativo não encerra definitivamente o rastreamento.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A pesquisa primária de DNA-HPV é a estratégia do novo protocolo e, se negativa, permite orientar novo rastreamento em cinco anos.
B) Incorreta. Citologia a cada três anos corresponde ao modelo anterior e pode persistir apenas durante transição ou onde o teste molecular ainda não foi implementado. O DNA-HPV não fica restrito a ASC-US recorrente.
C) Incorreta. Cotestagem universal com citologia e HPV não é a estratégia de rotina adotada. A citologia funciona como teste reflexo em situações específicas após HPV positivo, e discordância isolada não significa colposcopia automática.
D) Incorreta. A autocoleta pode ser oferecida em contextos definidos, mas teste negativo apenas amplia o intervalo. A paciente não recebe alta permanente do rastreamento aos 39 anos.