Doenças exantemáticas da infância

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 100
INEP · 2026

Um menino de 5 anos comparece ao acolhimento da Unidade Básica de Saúde com a babá, a pedido da escola, por suspeita de conjuntivite. Relata que a criança estava bem até voltar de férias escolares há 1 semana; está preocupada, pois sabe que os pais são contra a vacinação obrigatória. Há 4 dias com febre, resfriado, tosse seca, olhos vermelhos, vômitos e inapetência, medicado com paracetamol pela família por conta própria, sem melhora. No dia da consulta, o paciente acordou com lesões no rosto, atribuídas a uma reação ao uso do paracetamol. Ao exame: hidratado, prostrado, temperatura axilar 39 oC, hiperemia conjuntival bilateral leve, exantema papular em face, presença de máculas branco-azuladas de 1 a 3 mm com halo eritematoso em mucosa da boca. Sem outras alterações.

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e com base no quadro clínico e epidemiológico mais provável, o tratamento desse paciente deve incluir
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema que começa na face constituem a síndrome clínica do sarampo. As máculas branco-azuladas com halo eritematoso na mucosa jugal são manchas de Koplik, achado altamente característico que surge antes ou no início do exantema. A ausência de vacinação aumenta fortemente a probabilidade epidemiológica.

O tratamento é de suporte, mas deve incluir vitamina A, que reduz deficiência transitória associada ao sarampo e o risco de complicações oculares e mortalidade. Para crianças com 12 meses ou mais, o esquema recomendado é 200.000 UI por via oral no dia do diagnóstico e nova dose no dia seguinte. A OMS reafirmou em 2026 duas doses separadas por 24 horas; o Ministério da Saúde também incorpora vitamina A no manejo da criança com sarampo.

O caso suspeito exige notificação imediata, coleta de amostras conforme a vigilância e precaução respiratória por aerossóis. Antibióticos são reservados a infecção bacteriana secundária. Contatos devem ser avaliados rapidamente para vacinação ou imunoglobulina dentro das janelas de profilaxia.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A hiperemia ocular integra a fase prodrômica viral e não representa conjuntivite bacteriana isolada. Tobramicina não trata o vírus nem modifica a evolução do sarampo.

B) Incorreta. Antibiótico oral não age contra o vírus do sarampo. Só é indicado se houver complicação bacteriana documentada, como otite média ou pneumonia bacteriana secundária.

C) Incorreta. Oseltamivir inibe neuraminidase dos vírus influenza A e B. Manchas de Koplik e progressão cefalocaudal do exantema apontam para sarampo, não influenza.

D) Correta (gabarito). Vitamina A por via oral, em duas doses adequadas à idade separadas por 24 horas, integra o tratamento do sarampo e reduz complicações, associada a suporte e medidas de vigilância.

Bizu MedBoard
  • Febre, tosse, coriza, conjuntivite e Koplik fecham sarampo antes mesmo de o exantema se completar.

  • Com 12 meses ou mais, use vitamina A 200.000 UI ao dia por dois dias consecutivos.

  • Sarampo é de notificação imediata e exige precaução por aerossóis e investigação dos contatos.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doenças exantemáticas da infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →