Transtornos por uso de substâncias

RevalidaComentada pelo MedBoard
Questão 28
INEP · 2026

Homem de 57 anos faz uso de amitriptilina 100 mg/dia, há mais de 10 anos, para melhora do sono e diminuição da sensação de ansiedade. Sem histórico de comorbidades ou uso de outra medicação. Busca consulta médica em Unidade Básica de Saúde para avaliar riscos do uso prolongado da medicação.

Quais exames complementares são indicados para o acompanhamento do uso de amitriptilina nesse paciente?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico com efeitos anticolinérgicos, anti-histamínicos, alfa-bloqueadores e sobre a condução cardíaca. A dose de 100 mg ao dia é elevada para uso apenas como hipnótico ou ansiolítico, e o uso por dez anos exige reavaliação da indicação, dos efeitos adversos e da possibilidade de redução gradual.

Em pessoas com mais de 50 anos ou com risco cardiovascular, o eletrocardiograma permite avaliar ritmo, intervalo QRS e QT corrigido. A avaliação laboratorial deve ser individualizada, incluindo função hepática, função renal e eletrólitos conforme dose, comorbidades e medicamentos associados.

Não existe um painel laboratorial universal no qual creatinina e potássio sejam obrigatórios exclusivamente por causa da amitriptilina. Entre as alternativas, a letra A é a melhor porque reúne os componentes mais relacionados à segurança: eletrocardiograma, transaminases e eletrólito relevante para risco arrítmico, além de função renal geral. O acompanhamento também deve incluir pressão ortostática, peso, sintomas anticolinérgicos, quedas, cognição e revisão de interações.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). É a opção que inclui eletrocardiograma, avaliação hepática, potássio e função renal, conjunto mais útil entre os apresentados para segurança cardiovascular e metabólica.

B) Incorreta. TSH pode ser solicitado conforme sintomas e lipidograma integra risco cardiovascular geral, mas ultrassonografia abdominal não monitora toxicidade habitual do tricíclico e falta eletrocardiograma.

C) Incorreta. Transaminases e potássio são pertinentes, porém ultrassonografia abdominal e radiografia de tórax não avaliam os principais riscos da amitriptilina, e falta eletrocardiograma.

D) Incorreta. Eletrólitos podem ser úteis, mas lipidograma, TSH e radiografia de tórax não substituem avaliação hepática e não formam o melhor conjunto de segurança entre as opções.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é esquecer o eletrocardiograma em paciente acima de 50 anos usando tricíclico em dose alta.

  • O monitoramento é individualizado; exames não substituem a avaliação de efeitos anticolinérgicos, quedas e hipotensão.

  • Antes de apenas renovar a receita, revise a indicação e planeje desprescrição gradual se o risco superar o benefício.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Transtornos por uso de substâncias” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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