Menino, 3 anos e 3 meses, é levado pela mãe para consulta na Unidade Básica de Saúde com queixa de apresentar pouco contato visual, dificuldade de interação com os colegas da creche, preferindo brincar sozinho alinhando brinquedos repetidamente, além de apresentar episódios de irritabilidade diante de mudanças na rotina. Fala apenas “mãe”, “pai” e “não”, isoladamente. A mãe nega doenças prévias importantes. Sem alterações no exame físico, neurológico ou dismorfias.
Sinais sociais mais comportamentos repetitivos não devem ser reduzidos a atraso isolado de fala.
Intervenção precoce pode começar antes de o diagnóstico estar completamente fechado.
M-CHAT-R/F rastreia crianças menores e não deve atrasar avaliação especializada diante de sinais claros.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O quadro reúne os dois domínios centrais do transtorno do espectro autista: déficits persistentes de comunicação e interação social, demonstrados por pouco contato visual, dificuldade de interação e preferência por isolamento, e padrões restritos e repetitivos, demonstrados por alinhamento de brinquedos e sofrimento diante de mudanças. Aos 3 anos e 3 meses, falar apenas três palavras isoladas representa atraso expressivo de linguagem e reforça a necessidade de avaliação imediata.
Diante de sinais clínicos claros, a intervenção não deve esperar a conclusão de todo o processo diagnóstico. A criança precisa de avaliação do desenvolvimento e da audição, além de encaminhamento multiprofissional conforme as necessidades, incluindo pediatria do desenvolvimento ou neuropediatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e apoio educacional. A intervenção precoce aproveita maior plasticidade e deve ser individualizada, com participação ativa da família.
O M-CHAT-R/F é instrumento de rastreamento validado principalmente entre 16 e 30 meses. Ele não substitui avaliação diagnóstica e não deve ser usado para adiar o encaminhamento de uma criança maior com sinais já evidentes.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O conjunto de prejuízo social, comportamento repetitivo, rigidez e atraso de linguagem exige avaliação multidisciplinar e início precoce de intervenções dirigidas às dificuldades funcionais, mesmo antes da confirmação formal definitiva.
B) Incorreta. Variações individuais existem, mas a combinação de múltiplos sinais de alerta em dois domínios do desenvolvimento não é compatível com observação passiva por seis meses. A espera perde tempo terapêutico.
C) Incorreta. Além de atrasar a conduta, o M-CHAT-R/F não é o instrumento de escolha aos 39 meses. Quando a suspeita clínica já está estabelecida, rastrear novamente é menos útil do que encaminhar e intervir.
D) Incorreta. Fonoaudiologia é parte importante do cuidado, mas, isoladamente, não contempla prejuízos de interação social, flexibilidade comportamental, habilidades adaptativas e necessidades familiares.