Mulher, 30 anos, chega à Unidade de Pronto Atendimento com relato de dor pélvica de intensidade 8/10, além de naúseas e vômitos. Relata ciclos menstruais regulares a cada 28 dias, com DUM há 35 dias. Tem vida sexual ativa e usa DIU como método contraceptivo. Nega patologias e uso de medicações. Ao exame abdominal, apresenta descompressão brusca dolorosa em andar inferior do abdome. No exame ginecológico, identificam-se conteúdo vaginal sanguinolento, útero em AVF amolecido e dor em fundo de saco posterior. Os anexos são impalpáveis.
Mulher em idade fértil com dor pélvica aguda precisa de teste de gravidez, mesmo usando DIU.
Beta-HCG diz se há gestação e como ela evolui; ultrassom transvaginal diz onde ela está.
Instabilidade ou peritonismo com suspeita de ruptura exige ação cirúrgica, não espera por exames seriados.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Atraso menstrual, dor pélvica intensa, sangramento vaginal, útero amolecido, dor no fundo de saco posterior e irritação peritoneal formam um quadro de gravidez ectópica até prova em contrário. O DIU reduz muito o risco absoluto de gravidez, mas, quando ocorre gestação com o dispositivo, aumenta a proporção de implantações ectópicas entre as gestações diagnosticadas.
A investigação inicial combina beta-HCG quantitativo e ultrassonografia transvaginal. O beta-HCG confirma tecido gestacional e permite acompanhamento seriado; a ultrassonografia procura saco intrauterino, massa anexial, embrião ectópico e líquido livre. Se o teste for positivo e não houver localização, classifica-se temporariamente como gestação de localização desconhecida e repete-se beta-HCG e imagem conforme estabilidade.
Uma zona discriminatória de aproximadamente 1.500 a 3.500 mUI/mL pode auxiliar a interpretação, mas um valor isolado não deve definir tratamento de uma paciente estável. Se houver instabilidade hemodinâmica ou suspeita de ruptura, a avaliação cirúrgica é imediata e não deve esperar curva laboratorial.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hemograma avalia anemia e radiografia pode investigar outras causas, mas nenhum dos dois confirma gestação nem localiza sua implantação.
B) Incorreta. Beta-HCG é indispensável, mas proteína C reativa é inespecífica e não diferencia gravidez ectópica de gestação intrauterina ou outras causas de abdome agudo.
C) Incorreta. Hemograma pode compor a avaliação, mas ultrassonografia abdominal é menos sensível no início da gestação e não substitui o beta-HCG. A via transvaginal visualiza estruturas menores e mais precoces.
D) Correta (gabarito). Beta-HCG estabelece a presença e a evolução da gestação, enquanto a ultrassonografia transvaginal determina sua localização e procura sinais de ruptura.