Durante uma visita domiciliar, uma equipe interprofissional avalia um paciente de 78 anos que esteve internado devido a episódio de acidente vascular encefálico isquêmico e recebeu alta hospitalar há 1 semana. O paciente está acamado e apresenta perda de peso e ingestão alimentar irregular. Na região sacral, há descoloração e eritema na pele íntegra, o qual permanece por mais de 15 minutos após o alívio da pressão no local. A filha, cuidadora principal, está muito aflita e relata que no hospital não recebeu orientação de cuidado.
Pele íntegra com eritema não branqueável é estágio 1, não ausência de lesão.
O primeiro tratamento é tirar a pressão; massagem e argola pioram o dano.
A banca cobra mudança a cada duas horas, enquanto a prática atual individualiza o intervalo conforme risco e superfície de suporte.
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Contexto
Eritema persistente sobre a região sacral, com pele ainda íntegra, corresponde a lesão por pressão em estágio 1 quando não embranquece à digitopressão. O dano resulta de pressão prolongada, cisalhamento e deformação dos tecidos sobre uma proeminência óssea. Imobilidade, perda ponderal e ingestão irregular aumentam o risco por reduzir proteção muscular, perfusão e capacidade de reparo.
A intervenção prioritária é descarregar a pressão. O rodízio a cada duas horas é a recomendação tradicional e representa a melhor opção apresentada, mas as diretrizes internacionais atuais não defendem um intervalo rígido para todos: a frequência deve ser individualizada conforme tolerância da pele, perfusão, mobilidade e superfície de suporte. Em paciente de alto risco sem colchão especializado, não se deve ultrapassar duas horas até que a equipe reavalie o plano.
O cuidado inclui inspeção diária, colchão de redistribuição de pressão, elevação mínima necessária da cabeceira para reduzir cisalhamento, controle de umidade, proteção de calcâneos e avaliação nutricional. Não se massageia pele eritematosa e não se usam dispositivos em forma de argola, pois eles concentram pressão nas bordas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Argolas e dispositivos circulares desviam a pressão para uma área menor, prejudicam a perfusão periférica e podem aprofundar o dano. Superfícies de redistribuição de pressão devem sustentar o corpo de modo amplo.
B) Incorreta. Decúbito dorsal permanente mantém a carga diretamente sobre o sacro. Cabeceira elevada também aumenta deslizamento e cisalhamento quando usada sem necessidade clínica.
C) Correta (gabarito). Alternar o decúbito interrompe a pressão sustentada e é a medida imediata com maior capacidade de impedir progressão. O intervalo de até duas horas é um ponto inicial seguro, depois individualizado pela resposta da pele e pela superfície disponível.
D) Incorreta. Massagem sobre tecido já hiperemiado aumenta cisalhamento e pode lesar capilares frágeis. Ácidos graxos podem proteger pele íntegra em alguns protocolos, mas não justificam massagear a área pressionada.