Um lactente de 8 meses, previamente hígido e alimentado com leite materno e dieta sólida, é levado à Unidade Básica de Saúde com história de diarreia aquosa há 24 horas. Apresentou cerca de 6 evacuações líquidas no dia, sem febre ou vômitos. Ao exame físico, a criança está ativa, hidratada e afebril.
Diarreia sem desidratação não pede jejum, antibiótico ou soro venoso.
Mantenha leite materno e alimentação habitual; solução de reidratação oral repõe cada nova perda.
A OMS recomenda 20 mg de zinco por dia durante 10 a 14 dias para crianças com 6 meses ou mais.
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Contexto
O lactente apresenta diarreia aguda aquosa sem desidratação, febre, vômitos ou sangue. A conduta corresponde ao plano domiciliar: oferecer solução de reidratação oral após cada evacuação, aumentar líquidos apropriados, manter leite materno em livre demanda e continuar a alimentação habitual. Dietas restritivas reduzem aporte energético e podem prolongar a recuperação nutricional.
A família deve reconhecer sede intensa, redução da diurese, olhos fundos, boca seca, sonolência, irritabilidade, vômitos persistentes, sangue nas fezes e incapacidade de beber. Água isolada não substitui o soro de reidratação oral nas perdas diarreicas, mas pode complementar a oferta hídrica em criança que já recebe alimentação complementar.
A OMS recomenda para crianças a partir de 6 meses zinco 20 mg ao dia por 10 a 14 dias, além do soro e da alimentação mantida. Esse componente não aparece nas alternativas, portanto a opção D continua sendo a melhor disponível. O afastamento da creche durante a fase de evacuações líquidas reduz transmissão e deve seguir as regras sanitárias locais e a capacidade de higiene e controle das fezes.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Antibiótico não é indicado em diarreia aquosa não complicada e pode causar eventos adversos e resistência. Dieta obstipante ou restritiva não substitui alimentação habitual adequada.
B) Incorreta. Probióticos não são obrigatórios e seus efeitos dependem da cepa. Restrição de lactose não é rotineira em episódio breve sem intolerância secundária, e manter a criança na creche durante diarreia ativa facilita surtos.
C) Incorreta. Criança ativa e hidratada não necessita internação nem hidratação venosa. Investigação laboratorial é reservada a doença grave, persistente, com sangue, suspeita de surto específico ou fatores de risco.
D) Correta (gabarito). A opção mantém aleitamento, amplia a oferta hídrica, orienta vigilância de desidratação e reduz exposição de outras crianças. O soro continua sendo o líquido principal para repor perdas, e a recomendação atual também inclui zinco.