Homem de 45 anos dá entrada na Unidade de Pronto Atendimento com epistaxe anterior há cerca de 40 minutos. É hipertenso, fazendo uso irregular de fármaco anti-hipertensivo; nega trauma recente. Ao exame, apresenta sangramento visível no septo nasal anterior à esquerda, está hemodinamicamente estável e com vias aéreas pérvias.
A pegadinha é inclinar a cabeça para trás: epistaxe deve ser manejada com o paciente para frente.
Comprima a parte mole do nariz continuamente por 10 a 15 minutos.
Hipertensão pode dificultar o controle, mas não substitui a hemostasia local como prioridade.
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Contexto
A maioria das epistaxes é anterior e se origina no plexo de Kiesselbach, no septo nasal anterior. Em paciente estável, com foco visível e via aérea protegida, a primeira abordagem é sentar o paciente inclinado para frente, remover coágulos quando necessário e comprimir firmemente a porção cartilaginosa do nariz por pelo menos 10 a 15 minutos, sem interromper para verificar o sangramento.
Vasoconstritor tópico, como oximetazolina, pode reduzir o fluxo local e facilitar a hemostasia. Se a compressão falhar, seguem-se cauterização química ou elétrica do ponto identificado e tamponamento anterior. Tamponamento posterior, ligadura arterial ou embolização ficam reservados para sangramento posterior ou refratário.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hiperextensão favorece deglutição e aspiração de sangue; o paciente deve inclinar-se para frente. Corticoide tópico não controla a hemorragia aguda.
B) Incorreta. Tamponamento posterior é invasivo e reservado a epistaxe posterior ou falha de medidas anteriores.
C) Correta (gabarito). Compressão da porção anterior do nariz associada a vasoconstritor tópico constitui a primeira linha para epistaxe anterior em paciente estável.
D) Incorreta. Ligadura da artéria esfenopalatina é opção para sangramento posterior ou recorrente que não respondeu a tamponamento e outras medidas.