Gestante, 37 anos, G3 P2 A0, foi admitida na maternidade para interrupção eletiva da gravidez com idade gestacional de 37 semanas devido à bolsa rota. Realizou todas as consultas e exames pré-natais, conforme estabelecido nos protocolos, e não apresentou nenhuma outra alteração. Os dois partos vaginais anteriores não tiveram intercorrências. Ao exame, peso 93 kg; altura 1,60 m; PA 110 x 70 mmHg, altura uterina 33 cm, BCF 140 bpm; ausência de sangramento vaginal.
A pegadinha é deixar de calcular o IMC com os dados fornecidos.
Dois partos prévios não equivalem a grande multiparidade.
Identificar risco antes do parto permite preparar acesso venoso, uterotônicos, equipe e suporte transfusional conforme a categoria.
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Contexto
A estratificação pré-parto identifica pacientes que precisam de acesso venoso adequado, uterotônico disponível, tipagem sanguínea e maior vigilância. Entre os fatores de risco utilizados em protocolos obstétricos brasileiros está a obesidade materna com IMC superior a 35 kg/m².
O IMC de 36,3 kg/m² preenche o critério. Dois partos vaginais prévios não configuram grande multiparidade. Bolsa rota, sem corioamnionite ou trabalho de parto prolongado, não é o fator discriminante apresentado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Idade materna avançada pode aumentar riscos obstétricos em análises gerais, mas não é o critério específico que fecha a estratificação apresentada nesta questão.
B) Incorreta. Dois partos vaginais prévios permanecem abaixo do limiar de grande multiparidade relacionado ao risco de atonia uterina.
C) Incorreta. A rotura das membranas isoladamente não define maior risco hemorrágico. O risco se eleva quando há fatores associados, como corioamnionite ou trabalho de parto prolongado.
D) Correta (gabarito). O IMC calculado é 36,3 kg/m², acima do corte de 35 kg/m² utilizado na estratificação de risco.