Lesões precursoras do colo uterino

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Questão 75
INEP · 2026

Mulher, 42 anos, G3P3, comparece à consulta ginecológica para apresentar resultado de citologia cervical coletada há 1 mês, assim descrita: • Adequabilidade da amostra: satisfatória • Epitélios representados na amostra: células escamosas, glandulares e metaplásicas. • Microbiologia: mista, constituída por cocos e bacilos. • Diagnóstico descritivo: células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC). Sem queixas no momento. Na última citologia cervical coletada há 3 anos, não havia alterações.

Com base no resultado de citologia cervical dessa paciente, a conduta adequada é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Células glandulares atípicas de significado indeterminado podem se originar do canal endocervical ou do endométrio e estão associadas a lesões glandulares e escamosas relevantes. Diferentemente de alterações escamosas de baixo risco, AGC não deve ser acompanhada apenas com repetição citológica. A conduta exige avaliação do colo por colposcopia, amostragem endocervical e investigação do endométrio quando indicada.

Nas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA, a mulher com AGC deve ser encaminhada à colposcopia, com nova coleta e investigação do canal endocervical. A avaliação do trato genital superior ganha importância após os 35 anos e diante de sangramento uterino anormal ou fatores de risco endometrial. A ultrassonografia transvaginal pode avaliar espessura e lesões intracavitárias, mas não substitui histologia quando há indicação de amostragem endometrial.

Há uma limitação nas alternativas. A opção C é a melhor porque inclui colposcopia e investigação uterina. Recomendações internacionais atuais, entretanto, seriam mais completas ao indicar amostragem endometrial aos 42 anos, não apenas ultrassonografia. O gabarito permanece C porque nenhuma outra opção reúne avaliação cervical dirigida e estudo do possível sítio glandular superior.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O teste para HPV pode contribuir para estratificação, mas resultado negativo não elimina o risco associado a AGC. Repetir citologia em seis meses sem avaliação colposcópica pode atrasar diagnóstico de adenocarcinoma ou lesão precursora.

B) Incorreta. Cauterização é tratamento destrutivo e não deve ser realizada antes de esclarecer a origem da atipia. Além de não tratar possível doença endocervical ou endometrial, pode prejudicar a avaliação subsequente.

C) Correta (gabarito). A colposcopia permite localizar e biopsiar alterações cervicais, enquanto a ultrassonografia inicia a avaliação da cavidade uterina. Na prática atual, deve-se acrescentar amostragem endocervical e considerar avaliação histológica endometrial pela idade.

D) Incorreta. Biópsia cervical não deve ser feita às cegas antes da colposcopia. A biópsia é dirigida às áreas suspeitas identificadas no exame, e a alternativa também não contempla adequadamente a possível origem endometrial.

Bizu MedBoard
  • AGC não é resultado para repetir e observar: exige colposcopia e investigação glandular.

  • Biópsia cervical deve ser dirigida pela colposcopia, não realizada de forma aleatória.

  • Em paciente com 35 anos ou mais, recomendações atuais incluem avaliação endometrial, sobretudo se houver sangramento ou fatores de risco.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Lesões precursoras do colo uterino” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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